Mau tempo mantém escolas encerradas em vários concelhos
(Em atualização)
Com o mau tempo a continuar a afetar várias regiões do país, dezenas de escolas permanecem encerradas esta quinta-feira, enquanto outras já retomaram a atividade letiva, após a passagem da depressão Kristin.
Nos concelhos de Ansião, Marinha Grande, Pedrógão Grande e Pombal, no distrito de Leiria, as escolas continuam fechadas por falta de condições de segurança. Em Pombal, a autarquia informou que todos os estabelecimentos de ensino se mantêm encerrados por não haver previsão de restabelecimento das condições normais. Na Marinha Grande, a data de reabertura continua indefinida. Em Pedrógão Grande, o encerramento deve-se aos efeitos diretos da depressão, enquanto em Ansião as escolas vão permanecer fechadas até domingo.
Também no concelho de Castelo Branco continuam encerradas cinco escolas e jardins de infância, sobretudo devido à falta de energia elétrica e de comunicações. Os estabelecimentos afetados localizam-se em Sarzedas, Cebolais de Cima e Retaxo, Alcains, Malpica do Tejo e Salgueiro do Campo, estando este último ainda sob avaliação. A câmara municipal explicou que a reabertura depende da reposição dos serviços essenciais e garantiu que a situação está a ser acompanhada em articulação com as entidades competentes.
Escolas reabrem em Vila Real
Em contraste, nos concelhos de Alijó, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real, as escolas reabriram esta quinta-feira e estão a funcionar com normalidade, depois de terem estado encerradas na quarta-feira por precaução devido à queda de neve. A depressão Kristin provocou neve e chuva intensa na região, afetando a atividade letiva e os transportes escolares, situação que entretanto foi normalizada.
A Proteção Civil mantém o estado de prontidão especial de nível 4, o mais elevado, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, estando em vigor avisos meteorológicos vermelhos em toda a costa continental.
A passagem da depressão Kristin por Portugal deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados. Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa estão entre os distritos mais afetados, registando-se quedas de árvores e estruturas, estradas cortadas ou condicionadas, perturbações nos transportes, em especial os ferroviários, encerramento de escolas e falhas no fornecimento de energia, água e comunicações.