Mau tempo: Município de Pombal cria linha de apoio para a economia local
O Município de Pombal aprovou a criação de uma linha de apoio extraordinário à recuperação do tecido empresarial, na última reunião de câmara, esta quinta-feira, que se destina a microempresas e trabalhadores independentes.
A decisão surge após a tempestade Kristin, no dia 28 de janeiro, que “impactou significativamente o tecido económico local”, tendo sido elaborado o regulamento, que foi aprovado na quinta-feira, refere uma nota de imprensa.
Segundo a autarquia de Pombal, no distrito de Leiria, esta linha de apoio destina-se a microempresas e trabalhadores independentes, “considerando a sua pequena dimensão, mais vulnerável a choques externos e com menor capacidade de acesso a instrumentos de financiamento”.
Para a Câmara, esta solução “permite assegurar uma afetação mais eficiente, proporcional e equitativa dos recursos públicos disponíveis”.
O apoio irá comparticipar as despesas “incorridas e diretamente relacionadas com os efeitos da tempestade, designadamente as indispensáveis à reposição das condições mínimas de funcionamento das atividades económicas”.
O regulamento e formulário de candidatura desta linha de apoio estão enquadrados no Programa Municipal de Recuperação e Transformação “Renascer e Avançar Pombal” e serão ainda deliberados na Assembleia Municipal de dia 30 de abril 2026.
As candidaturas ao apoio abrem no dia útil seguinte à publicação do Regulamento em Diário da República.
Na reunião de executivo foi ainda aprovada a requalificação da Escola Marquês de Pombal, projeto que tinha sido objeto de revisão pela equipa projetista.
A obra tem um prazo de execução estimado em 720 dias e um investimento de 7,.7 milhões de euros.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.