Medidas cautelares “permanentemente reforçadas” no distrito do Porto

Num ponto de situação, o comandante referiu que entre as 20:00 de terça-feira e a 08:00 foram registadas apenas 14 ocorrências, depois de nas últimas 24 horas o número ter superado as três centenas.

 
Agência Lusa
Agência Lusa
11 fev. 2026, 11:04

O distrito do Porto registou 14 ocorrências durante a noite depois de na terça-feira ter registado 322, mas as medidas cautelares serão “permanentemente reforçadas” face aos “vários riscos” associados ao mau tempo, disse fonte da Proteção Civil.

“As principais preocupações neste momento, face à situação que se vive de precipitação intensa e a saturação dos solos pela acumulação das águas, é gerir aquilo que possa vir a acontecer com medidas cautelares em permanente reforço. Todos os serviços municipais de proteção civil estão a trabalhar nesse sentido”, disse o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto (AMP), Albano Teixeira.

Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 10:00, o comandante referiu que entre as 20:00 de terça-feira e a 08:00 foram registadas apenas 14 ocorrências, depois de nas últimas 24 horas o número ter superado as três centenas.

“Ontem [terça-feira] foram 322. Com retirada de pessoas tivemos [ocorrências] em Canedo, Santa Maria da Feira, duas pessoas, e oito em Modivas, Vila do Conde. A situação de Avintes [Vila Nova de Gaia] está controlada porque o serviço municipal está a acompanhar permanentemente e para já não houve a necessidade de se proceder a evacuações antecipadas”, descreveu.

Quanto às 322 ocorrências de terça-feira, destacou 241 inundações, 20 deslizamentos/movimentos de terras, 18 quedas de estrutura, 17 quedas de árvore, e quatro desabamentos.

Sobre o rio Douro, Albano Teixeira admitiu preocupações para a zona da Ribeira, no Porto, “porque as barragens estão completamente cheias, a fazer a gestão dos caudais a montante”.

O Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil da AMP está ativo até domingo.

Esta ativação decorreu da declaração de contingência decretada pelo Governo.

“Nós ativamos o plano distrital de emergência com data coincidente com a declaração de contingência. Se cessar, cessa o plano. Se continuar, prolongamos e sempre em permanente vigilância”, vincou.