Mesmo com menos de um quilómetro da Nacional 2, São Pedro do Sul continua a ser uma "paragem obrigatória"

Apesar de ter menos de um quilómetro da N2, São Pedro do Sul não perde força quanto à sua relevância na rota, atraindo visitantes que acabam por ficar. Um desvio de poucos quilómetros leva os viajantes a descobrir termas, natureza e uma oferta turística em crescimento no concelho.
João Nogueira
João Nogueira Jornalista
29 abr. 2026, 12:32

Apesar de ter apenas menos de um quilómetro da Estrada Nacional 2 a atravessar o concelho, São Pedro do Sul está longe de passar despercebido a quem faz a rota de norte a sul. Pelo contrário, a localidade é um dos pontos onde muitos viajantes abrandam, param e acabam mesmo por ficar.

É precisamente a partir de São Pedro Sul que o Conta Lá está a fazer, esta quarta-feira, o oitavo dia da sua emissão especial em direto ao longo da N2, com destaque para aquilo que torna o concelho uma paragem quase obrigatória, mesmo que implique um pequeno desvio de cerca de 16 quilómetros.

“Não é por termos menos de um quilómetro de estrada no concelho que ficamos fora da rota”, sublinhou o presidente da Câmara de São Pedro do Sul, Pedro Mouro. E os números reforçam as afirmações, uma vez que a passagem da N2 tem levado mais visitantes e benefícios, apoiados por uma capacidade hoteleira “muito acima da média”, preparada para fixar quem por ali passa.

Conhecida como a Capital do Termalismo, São Pedro do Sul continua a ter nas termas o seu principal cartão de visita. Mas já não é só isso. “Temos vindo a diversificar a oferta”, explicou o autarca, apontando investimentos em curso, como a reabilitação do balneário Rainha D. Amélia, com o objetivo de atrair novos públicos.

Também Vítor Leal, ligado à Termalistur e à Associação das Termas de Portugal, reforçou essa ideia: as termas continuam a ser a grande atração, mas o perfil de quem as procura está a mudar. “Hoje temos cada vez mais jovens, muitos em escapadinhas de fim de semana”, disse, afastando a antiga imagem de um espaço apenas associado a públicos mais envelhecidos.

A aposta no bem-estar, na prevenção e até na ligação à fisioterapia tem ajudado a reposicionar a oferta. E há também uma forte componente histórica: as águas mineromedicinais já eram usadas pelos romanos e até figuras da realeza portuguesa passaram por ali.

Prova de que a rota continua bem viva são episódios recentes, como a passagem de grupos de motards que incluem São Pedro do Sul no percurso da Nacional 2, parando, muitas vezes, nas termas.

Mas o concelho não vive só delas. Ângelo Rocha, da Quinta da Comenda, destacou a diversidade de experiências disponíveis, da natureza à cultura, passando pela produção biológica, que tem ganho cada vez mais protagonismo. “Há quem venha pela história, outros pela paisagem. O público é muito variado”, explicou.