Mirandela investe 2,7 milhões na modernização do abastecimento de água
O município de Mirandela vai investir 2,7 milhões de euros na substituição de condutas e modernização de sistemas para reduzir perdas e melhorar a qualidade do abastecimento, disse o presidente da câmara, Vítor Correia.
O município de Mirandela está a investir 2,7 milhões de euros na modernização de sistemas e substituição de condutas, para evitar perdas de água e melhorar a qualidade do abastecimento, foi hoje anunciado.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Vítor Correia, confessou que as ruturas das condutas têm sido “constantes”, “quase semanais”, devido ao seu envelhecimento, mas também ao aumento de população na cidade, que faz variar a pressão da água.
Por isso, o município tem já a decorrer um concurso público para a reabilitação das condutas que, numa primeira fase, será feita na “zona das antenas” e na “zona da Cocheira”, na cidade de Mirandela, como custo de cerca de 740 mil euros. Mais tarde será alargada à “zona Afonso III em direção à escola secundária”, no valor de 1,2 milhões de euros.
Para facilitar a gestão da água, a câmara está também já a realizar, prevendo estar concluída ainda este ano, a ampliação do sistema de telegestão, que vai permitir detetar precocemente as perdas de água, no valor de quase 300 mil euros, a ampliação do sistema de tratamento de água, em cerca de 258 mil euros, e ainda o controlo do ciclo das águas residuais.
“Esta intervenção é necessária, porque temos, efetivamente, há alguns anos este problema no abastecimento da água, quer sob ponto de vista do que é a qualidade da água, quer sob o ponto de vista daquilo que é falha do fornecimento de água e temos para uma monitorização automática, para que não esteja dependente da passagem do técnico (…) Também no que diz respeito à reabilitação das condutas, que é absolutamente necessário, porque já estão muito fragilizadas, já têm mais de 40 anos, algumas delas, carecem de substituição. E integrar, para garantir a eficiência ambiental e operacional, do sistema de saneamento, das águas pluviais e residuais”, sublinhou o autarca.
Os problemas de abastecimento de água são recorrentes, não só na cidade mas em várias aldeias do concelho. No verão, quando o consumo é maior, também devido à vinda dos emigrantes, várias localidades abastecidas por furos artesianos e poços têm falta de água.
Vítor Correia esclareceu ainda que os trabalhos estão previstos para todo o concelho, embora a substituição de condutas comece por ser feita na cidade, porque são “as mais prementes”.
No entanto, revelou à Lusa que as aldeias também estão a ser intervencionadas, nomeadamente Vale de Telhas, no que toca à instalação de canalização, para resolver problemas em zonas deficitárias.