Município de Viseu quer novos espaços no centro histórico para criação artística

No âmbito da estratégia Atelier Viseu, foram criados dois instrumentos com o objetivo de colmatar a carência sentida por associações, coletividades e artistas.

Agência Lusa
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05 mar. 2026, 14:12

O município de Viseu pretende, nos próximos dias, abrir candidaturas e lançar um concurso que permitirão disponibilizar espaços para o desenvolvimento da criação artística e cultural no centro histórico da cidade.

No âmbito da estratégia Atelier Viseu, foram criados dois instrumentos com o objetivo de colmatar a carência sentida por associações, coletividades e artistas, nomeadamente o Fundo de Incentivo a Casas de Cultura e Arte (FICCA) e um concurso de atribuição de espaços municipais.

No final da reunião de Câmara de hoje, o assessor do presidente para a área da Cultura, Guilherme Gomes, explicou aos jornalistas que o FICCA “é um incentivo ao arrendamento no centro histórico, com um orçamento global de 25 mil euros”, que apoia as rendas em 60%, até um valor máximo de 750 euros (por mês).

“É um incentivo para que surjam casas independentes ligadas à cultura e à arte” no centro histórico, frisou, garantindo que as candidaturas serão abertas nos próximos dias.

Este apoio às rendas terá o período de um ano, renovável até um máximo de quatro anos consecutivos.

As candidaturas só encerrarão “quando se esgotar o orçamento disponível para o fundo”, referiu, acrescentando que, no mínimo, serão criados “mais cinco espaços no centro histórico”.

Guilherme Gomes explicou que a outra parte da estratégia está relacionada com os espaços do antigo Orfeão de Viseu, na Rua Direita, e do atual Círculo de Criação Contemporânea de Viseu – Polo II, na Travessa de São Lázaro.

“Esses dois espaços irão a concurso nos próximos dias para termos respostas muito em breve e os agentes culturais terem uma capacidade de previsão do que serão os próximos tempos”, afirmou.

Segundo aquele responsável, “qualquer pessoa pode concorrer”, mas, “como têm vários espaços de escritório, foi colocada a condição de terem de ser coletivos de associações”.

Os contratos de comodato a celebrar terão a duração de cinco anos.

“Estamos à procura de mais espaços para outras áreas que queremos potenciar, como as artes plásticas”, acrescentou.