Municípios do Douro e Tâmega desmistificam regras da Paisagem Protegida da Serra da Aboboreira
A Associação de Municípios do Douro e Tâmega (AMDT) quer desmistificar a ideia de que a Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira é um património fechado, mas avisa que existem regras a cumprir, disse hoje o secretário-geral.
“Uma paisagem protegida não é uma paisagem onde nada se pode fazer, não é uma reserva natural. Mas há regras, formas de fazer sem prejudicar um património tão importante e rico como este”, disse Ricardo Magalhães que falava à Lusa a propósito do evento ação de sensibilização dedicada à Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira agendado para segunda-feira na Biblioteca Municipal António Mota, em Baião, no distrito do Porto.
Aberto a toda a população, esta ação visa principalmente sensibilizar aqueles que frequentam uma serra que é paisagem protegida regional desde 2023, nomeadamente associações, agentes turísticos e juntas de freguesia que ali realizam, muitas vezes, caminhadas, provas de BTT ou de motociclos, entre outras atividades.
“E são bem-vindos. Mas a necessidade desta ação de sensibilização resulta da necessidade de esclarecer sobre como usar a serra. Esta iniciativa não é negativa, é proativa. Queremos potencializar o território e ver o território como uma oportunidade. Uma passagem protegida regional é a integração entre o homem e a natureza e o que se pretende é que a população e as entidades que têm atividades na serra percebam melhor o que é que podem e como fazer”, descreveu.
Partilhada por três municípios - Amarante, Baião e Marco de Canaveses - a Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira tem cerca de 20 mil hectares distribuídos por duas zonas: 12 mil é uma área tampão e oito mil hectares são área considerada de maior valor patrimonial.
“As duas áreas têm níveis de proteção diferentes”, explicou o secretário-geral da AMDT, alertando que, “até por isso, é importante perceber as regras para tirar o melhor partido de todas as possibilidades de realização de atividades”.
O regulamento de gestão da Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira foi publicado em agosto de 2024.
Nele são referidas as atividades interditas e quais as sujeitas a opções e pareceres.
Ao longo de 2025, foram emitidos cerca de 100 pareceres.
A AMDT quer que os frequentadores conheçam os procedimentos, nomeadamente os formulários que devem preencher e que constam do seu ‘site’, bem como os prazos de resposta, entre outras questões.
“Queremos desmistificar esta questão. A Serra Aboboreira não é uma área onde nada é permitido. Queremos ajudar quem quer fazer atividades e com isso ajudar a associação que é quem emite pareceres”, disse Ricardo Magalhães, a quem na segunda-feira caberá falar no painel “A Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira no Douro e Tâmega: como viver a Serra e quais os procedimentos a adotar”.
A sessão, que inclui um período de debate, deverá contar com a presidente da Câmara de Baião, Ana Raquel Azevedo, da diretora Regional da Conservação da Natureza e das Florestas do Norte, Sandra Sarmento, e do atual presidente da Associação de Municípios do Douro e Tâmega, Jorge Ricardo, que é também presidente da Câmara de Amarante.