Municípios querem ajudar na distribuição de jornais pelo país

Os municípios manifestaram disponibilidade para apoiar a distribuição e venda de jornais, garantindo o acesso à imprensa escrita mesmo em pequenas localidades. O anúncio surge na sequência do plano do Governo para financiar a imprensa nos próximos três anos. A ANMP destaca a importância de pontos de venda em zonas de baixa densidade.
Agência Lusa
Agência Lusa
18 mar. 2026, 16:52

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) garantiu esta quarta-feira que os municípios estão disponíveis para serem “parte da solução” no modelo de apoio à distribuição e venda de imprensa.

“Os municípios portugueses estão preocupados [com a distribuição de jornais pelo país] porque defendemos que todos os cidadãos, em qualquer parte do nosso território, devem ter acesso à imprensa escrita”, disse Pedro Pimpão.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião do Conselho Diretivo da ANMP que se realizou na Câmara do Porto, o autarca assinalou que os municípios portugueses estão disponíveis para serem parte da solução e de se criarem oportunidades para que todos os portugueses tenham imprensa escrita nos seus territórios.

“Estamos alinhados com todos os mecanismos de apoio à distribuição de jornais e de apoio aos pontos de venda”, salientou.

Pedro Pimpão, que também assume a liderança da Câmara Municipal de Pombal, ressalvou que os pontos de venda de jornais, nomeadamente em pequenas localidades e em zonas de baixa densidade, merecem “uma atenção especial” por parte do Estado.

“E que nós também estamos dispostos a ajudar”, frisou.

O Governo propõe um modelo de apoio à distribuição e venda de imprensa com dois pilares, duração de três anos e financiamento total de 3,5 milhões de euros.

No pilar I, que diz respeito ao apoio à distribuição, este será atribuído através de um concurso público internacional, dividido em dois lotes territoriais: o lote 1 respeita Norte e Centro e o lote 2 a Oeste e Vale do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.

Na terça-feira, a VASP manifestou a sua preocupação com esta proposta do Governo porque tem o potencial de gerar efeitos contrários aos pretendidos.

Em comunicado, a VASP - Distribuição e Logística, a única distribuidora nacional de imprensa em Portugal, sublinha que "é uma empresa privada que tem assumido e garantido, com elevado sentido de responsabilidade e em condições de igualdade, o acesso de todos os cidadãos à imprensa escrita e ao bem público fundamental que é a informação".

A empresa, do grupo Bel, refere ainda que continua com "esta missão não obstante os custos que, com total transparência, tem dado a conhecer às entidades públicas e governamentais com intervenção e responsabilidades nesta área, que no passado reputaram esta prestação como serviço público".