Municípios vão ajudar a manter venda de jornais nas zonas mais isoladas do país

Os municípios vão ajudar a financiar pontos de venda de jornais em zonas de baixa densidade populacional, numa medida que pretende garantir o acesso à imprensa escrita em todo o país.
Redação
Redação
18 jun. 2026, 10:49

Os municípios portugueses vão passar a apoiar financeiramente os pontos de venda de jornais em territórios de baixa densidade populacional, numa tentativa de garantir que a imprensa escrita continua a chegar a todas as regiões do país.

A decisão foi anunciada esta quarta-feira pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), após uma reunião do Conselho Diretivo realizada em Coimbra. Em causa está a criação de um mecanismo de apoio que permita manter ativos os locais onde os cidadãos podem comprar jornais, sobretudo nas zonas mais afetadas pela perda de serviços e população.

Segundo o presidente da ANMP, Pedro Pimpão, os municípios assumiram desde o início uma posição de procura de soluções para este problema: "Desde a primeira hora que assumimos o compromisso de sermos parte ativa na solução", afirmou, acrescentando que os autarcas sempre defenderam que todas as populações devem continuar a ter acesso à imprensa escrita.

Para Pedro Pimpão, esta não é apenas uma questão de distribuição de jornais, mas também de democracia e acesso à informação: "Nunca seria por nossa parte que não haveríamos de encontrar um consenso para que as nossas populações fossem todas servidas deste elemento, que para nós é muito importante em termos democráticos para o nosso país".

O responsável explicou que a ANMP deu parecer favorável a um acordo a celebrar entre a Estrutura de Missão para a Comunicação Social, a MediaLab e os municípios. Este entendimento prevê o envolvimento das autarquias no chamado "pilar 2" do plano de apoio aos pontos de venda de imprensa.

Na prática, isso significa que os municípios irão contribuir financeiramente para ajudar a manter estes espaços em funcionamento, sobretudo em localidades onde a venda de jornais tem vindo a diminuir e onde o encerramento destes pontos poderia deixar muitas pessoas sem acesso fácil à informação impressa.

"Demos parecer positivo para que os municípios portugueses também sejam parte ativa e deem o seu contributo, que também é financeiro, para que esses pontos de venda possam existir ativos em todo o território nacional", explicou Pedro Pimpão.

Na mesma reunião, a associação voltou também a alertar o Governo para a necessidade de acelerar os apoios destinados aos municípios afetados por calamidades.