Noite de Albufeira com novos horários e mais limitações para reduzir o ruído

A partir desta segunda-feira, os estabelecimentos comerciais têm novos horários e, até 26 de junho, será instalado um “limitador-sonómetro" nos bares.
 
Redação
Redação
01 jun. 2026, 11:17

A noite de Albufeira passa a partir de hoje a ter horários mais reduzidos, com os estabelecimentos comerciais a encerrarem uma hora mais cedo: as lojas de conveniência, os minimercados e as garrafeiras têm de fechar às 23h00, os bares às 3h00 e as discotecas às 5h00.

A medida, que já tinha sido anunciada pela autarquia, faz parte de "um quadro transitório de mitigação de ruído"

Por outro lado, até 26 de junho, vai decorrer a instalação de limitadores/registadores de som nos espaços de animação noturna. O autarca Rui Cristina, citado pelo jornal "Sul Informação", explicou que os bares vão ter um “limitador-sonómetro, com dois microfones, um dentro e outro à fachada”. 

As medidas abrangem os estabelecimentos da Avenida Sá Carneiro, da Rua da Oura e da Baixa e Centro Antigo de Albufeira.

Para o presidente da câmara esta iniciativa torna a fiscalização “muito mais apertada” e resulta das várias queixas feitas nos últimos tempos pela comunidade local residente que pediu, junto do município, uma redução de duas horas nos horários de funcionamento dos estabelecimentos.

Albufeira é "o segundo maior destino turístico do país", mas, "se queremos ter condições e queremos ser bons para quem recebemos, também temos de ser bons para quem cá vive", sublinhou Rui Cristina.

O autarca defendeu ainda que estas medidas "vão trazer muito mais qualidade de vida para quem cá vive" e não vão ter efeitos no rendimento económico dos empresários de animação noturno". "Se houver aqui uma maior regulação da noite, com equilíbrio, será bom para os empresários, que continuarão a ter lucros, continuarão a faturar, e será bom para quem cá vive", acrescentou.

Os empresários, no entanto, reagiram às novas regras com preocupação. É o caso da Associação Comercial de Albufeira (ACALB), também citada pelo Sul Informação, que se demonstrou reticente quanto à “exequibilidade técnica, à legalidade e ao impacto económico” da fiscalização. 

Já a AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal - deixou o apelo à Câmara de Albufeira para uma negociação, uma vez que considera que “a restauração e o alojamento turístico são o motor da economia, do emprego e da identidade de Albufeira enquanto destino”.