Nova ETAR de Braga prometida até 2029, mas ainda não há terreno para construção

A nova estação de tratamento de águas residuais de Braga deverá estar concluída até 2029, garantiu o presidente da câmara, João Rodrigues. A infraestrutura representa um investimento de 30 milhões de euros.
Agência Lusa
Agência Lusa
12 jan. 2026, 13:17

Imagem com ETAR
Presidente da Câmara de Braga garante conclusão da nova ETAR até 2029, apesar de o terreno ainda não estar na posse do município

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, garantiu, esta segunda-feira, que a nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR) do concelho estará pronta até 2029, embora o município ainda não disponha do terreno necessário.

“A ETAR é para este mandato, até 2029 estará pronta”, disse o autarca aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo.

O assunto foi levado à reunião pela Iniciativa Liberal, que questionou qual o ponto da situação, tendo João Rodrigues adiantado que está a decorrer o processo de expropriação do terreno.

Rodrigues disse ainda que, com o novo Plano Diretor Municipal, o processo poderá ser mais expedito, uma vez que o documento prevê capacidade construtiva “a uma série de terrenos” na zona, mas só desde que o terreno para a ETAR seja cedido pelos particulares.

“Neste momento, não temos terreno nenhum na nossa posse”, sublinhou o presidente da câmara.

A 08 de janeiro de 2024, foi lançada a primeira pedra do emissário, “uma parte fundamental e integrante” do projeto da ETAR.

Na altura, tinha sido anunciado um prazo de execução de um ano e meio, o que, a concretizar-se, apontava para meados de 2026.

Esta segunda-feira, João Rodrigues estabeleceu como horizonte temporal o atual mandato, que vai até 2029: “o processo não parou um segundo desde que está nas minhas mãos”, assegurou.

Um investimento de 30 milhões de euros, com financiamento comunitário assegurado de nove milhões, a nova ETAR ficará localizada junto às estradas circulares da cidade de Braga, na freguesia de Celeirós, drenará para a bacia hidrográfica do rio Ave e terá capacidade de tratamento dos esgotos de cerca de 200 mil habitantes.

Vai complementar a atual ETAR, em Frossos, que foi construída em 1991 para uma população de 165 mil habitantes, uma capacidade reforçada para 230 mil habitantes em 2005.

“A nova ETAR é absolutamente essencial parta o concelho, porque a de Frossos já não responde da forma que devia. Vamos duplicar a capacidade de gestão dos resíduos”, disse ainda João Rodrigues.