Nova ponte para TGV sobre o Douro terá dois tabuleiros e um deles inclui ciclovia

A nova ponte para o TGV sobre o Douro vai ter dois níveis, com o comboio na parte superior e, em baixo, espaço para carros, bicicletas e peões. As obras do primeiro troço da linha de alta velocidade deverão arrancar ainda este ano e ficar concluídas em 2030.
 
Redação
Redação
15 jun. 2026, 10:30

A futura ponte do comboio de alta velocidade sobre o rio Douro não vai servir apenas os passageiros do TGV. De acordo com informações avançadas pelo Jornal de Notícias (JN) esta segunda-feira, a nova travessia entre Porto e Vila Nova de Gaia vai incluir uma ciclovia, passeios para peões e duas faixas de circulação automóvel no tabuleiro inferior.

O projeto prevê uma estrutura com dois níveis distintos: o tabuleiro superior será exclusivo para a circulação ferroviária de alta velocidade, enquanto o inferior ficará aberto ao trânsito rodoviário, ciclável e pedonal. A ciclovia terá 1,5 metros de largura e os passeios destinados aos peões contarão com 2,25 metros, criando uma nova ligação entre as duas margens do Douro para diferentes modos de mobilidade.

Segundo o diário, as vias automóveis ficarão posicionadas ao centro da ponte, ladeadas pelas zonas para bicicletas e, mais junto às extremidades, pelos percursos pedonais. A travessia ferroviária terá cerca de 1.128 metros de extensão, enquanto o tabuleiro rodoviário terá aproximadamente 690 metros.

No Porto, a ligação da ponte será feita através de uma nova rotunda na Avenida Gustavo Eiffel, no local atualmente ocupado por um posto de combustível. Apesar da reconfiguração da zona, o projeto prevê a preservação de elementos históricos da antiga Fábrica de Louça de Massarelos, nomeadamente a sua chaminé e os antigos fornos.

A nova ponte integra o projeto da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, mais concretamente o troço entre Porto e Oiã, que se encontra em fase de consulta pública. A obra está a ser desenvolvida pelo consórcio Avan Norte, liderado pela Mota-Engil.

A construção da linha continua, no entanto, a implicar algumas demolições e expropriações. No Porto estão previstas afetações a dezenas de habitações e atividades económicas, enquanto em Gaia o número de empresas abrangidas pelo projeto aumentou face à versão anterior.

As obras do primeiro troço da linha de alta velocidade deverão arrancar ainda este ano e ficar concluídas em 2030. Quando estiver operacional, a ligação ferroviária entre Porto e Lisboa deverá ser feita em cerca de uma hora e quinze minutos, reduzindo significativamente os tempos de viagem entre as duas maiores cidades do país.