Num só mês, Metrobus regista 6 mil viagens por dia no Porto
Admitindo que viajam duas pessoas por cada viatura individual, a governante estimou que o metrobus permitiu tirar “três mil viaturas por dia” das ruas da cidade desde 28 de fevereiro, data em que arrancou a sua fase experimental gratuita ao público.
“O BRT [metrobus] veio efetivamente fazer uma mudança estrutural na mobilidade urbana e metropolitana”, disse, ressalvando, contudo, que é “absolutamente essencial” que se assegure que é possível ter transporte público com tempos de viagem competitivos face ao transporte individual.
Para Cristina Pinto Dias, devem os políticos trabalhar "essa dimensão e essa componente, para que as pessoas sintam que faz diferença andar de transporte público, que fazem a viagem de forma mais rápida, portanto, em menor espaço de tempo".
“Estamos a falar de 76 milhões de euros que saiu do bolso dos contribuintes. E, portanto, é importante que se maximize este ativo que está, neste momento, ao dispor da mobilidade, no caso, da mobilidade da cidade do Porto”, frisou.
Cerca de um ano e meio após o fim das obras entre Casa da Música e Império, o metrobus do Porto arrancou em 28 de fevereiro a fase experimental gratuita ao público, que durará um mês até ao início do serviço comercial.
O serviço, gratuito durante este mês, opera entre as 06:00 e as 22:00, com frequências de 10 minutos às horas de ponta e 15 minutos nos restantes horários, frequências previstas também para o serviço comercial que arranca em 01 de abril, sendo tempos abaixo do previsto aquando do anúncio do projeto, em 2021.
O metrobus é um autocarro a hidrogénio que circula nas avenidas Marechal Gomes da Costa e Boavista (nesta em via dedicada), com paragem nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros.
Para já, fica de fora a extensão do serviço até à Anémona, com paragens em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, que está em obras.
De acordo com o estudo de procura realizado, o potencial de captação da linha Império-Boavista é de 7,4 milhões de passageiros em 2027, “ano cruzeiro da operação”.
“Relativamente aos modos concorrenciais, verifica-se uma diminuição nos utilizadores de transporte individual, de 1,5 milhões de passageiros, em paralelo com uma redução nos utilizadores de transporte público (considerando os passageiros da STCP, operadores privados e comboio) de 700 mil passegeiros”, lê-se no estudo.