"O Património na Mochila": alunos e professores podem visitar espaços históricos e culturais “à distância de um clique”

O projeto “O Património na Mochila” permite que alunos de todo o país conheçam espaços históricos e culturais sem sair da sala de aula. Através de visitas virtuais, qualquer escola pode entrar em museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos de todo o país. 
 
Joana Amarante
Joana Amarante Jornalista
23 jun. 2026, 14:09

São ao todo 67 as visitas virtuais disponibilizadas pela iniciativa “O Património na Mochila” e que percorrem os espaços históricos e culturais de Portugal. Além de enriquecer o currículo escolar, o projeto quer romper barreiras geográficas e socioeconómicas.

Desenvolvida pelo Património Cultural, Instituto Público (PCIP) e financiada pelo PRR, esta iniciativa permite aos professores dispor de “uma ferramenta pedagógica gratuita e de alta qualidade".

A ferramenta permite visitas remotas, à distância de um clique, a espaços de referência nacional, que “funcionam como extensões dinâmicas dos conteúdos curriculares de disciplinas como História, Artes, Geografia ou Cidadania”, explica um comunicado do projeto enviado ao Conta Lá.

Ao navegarem pelos espaços digitais, como por exemplo, o Mosteiro da Batalha, a Sé de Évora ou o Museu Nacional da Música, os docentes conseguem explorar detalhes arquitetónicos com “elevado rigor, integrando a tecnologia no quotidiano das salas de aula”.

Luís Sebastian, Diretor do Departamento de Transição Digital e coordenador do projeto, citado na nota, afirma que o património cultural "ganha um sentido ainda mais profundo quando se transforma num recurso educativo vivo para as escolas".

"Ao colocarmos estas 67 visitas virtuais ao serviço de professores e alunos, estamos a usar a rapidez e o rigor da tecnologia digital para democratizar o conhecimento e aproximar as novas gerações da riqueza do nosso património histórico”, lê-se no comunicado.

Está também a ser desenvolvido um portal que funcionará como “uma interface online intuitiva destinada ao grande público”.