Oliveira de Azeméis revive escola de antigamente no Mercado à Moda Antiga
Oliveira de Azeméis recebe sábado e domingo o Mercado à Moda Antiga, em que centenas de figurantes, artistas, comerciantes e artesãos recriam a feira que existia nessa localidade há mais de 100 anos e as escolas dessa época.
Promovida pela autarquia, em colaboração com dezenas de coletividades e associações desse concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, a 27.ª edição do evento ocupa várias ruas e largos do centro histórico da cidade, evocando a feira que, entre finais do século XIX e primeiras décadas do XX, se realizava semanalmente na então chamada Praça dos Vales.
Este ano, o tema central da iniciativa é “a escola de antigamente”, pelo que se dará a conhecer às gerações mais novas o ambiente das salas de aula da época recriada, com as suas secretárias de tampo levadiço e bancos corridos, os quadros de lousa preta, as barras de madeira usadas nos castigos de “reguada” e também as brincadeiras mais típicas dos recreios desse período.
Para os cerca de 60.000 visitantes esperados em cada dia do evento, outra novidade da edição de 2026 é um espaço “Vamos ao Bailarico”, que, na Rua António Alegria, estará reservado para a aprendizagem de passos de dança típicos do folclore português.
“Vamos mostrar a milhares de visitantes os nossos usos e tradições, num evento que junta à sua volta mais de uma centena de associações e artesãos que recriam, fielmente, formas de vida e saberes das gentes oliveirenses”, declara à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira.
Para o autarca socialista, esta é uma forma de manter viva a memória de hábitos e ofícios com “mais de 100 anos e que hoje fazem parte da identidade da comunidade” local, apesar das profundas transformações operadas na sociedade em geral em mais de um século.
“O Mercado à Moda Antiga é a expressão máxima de como a riqueza, o conhecimento, a cultura, a força, a vida rural e a coragem dos nossos antepassados nos mudaram”, defende Joaquim Jorge Ferreira, referindo que esses aspetos devem ser agora motivo de “orgulho” para a população do concelho e continuar a inspirar “a sua herança cultural e económica”.
Sempre a partir das 11h00, o evento combina dezenas de tabernas de comida tradicional com bancas de venda de artesanato, produtos alimentares regionais, antiguidades, plantas e hortícolas, acompanhando essa oferta comercial com um programa de animação em que todas as atividades são gratuitas.
Os protagonistas serão ranchos folclóricos, grupos de concertinas e coletivos de cantares regionais, assim como associações e figurantes envolvidos em desfiles e exposições de trajes antigos, bicicletas e triciclos com mais de 100 anos, máquinas de costura vintage e fotografias da época.
Em cartaz estarão ainda sessões de teatro de robertos, uma mostra de animais da quinta, carrosséis infantis artesanais, oficinas práticas como as de costura, adufes e fotografia à la minuta, e um concerto pela equipa que costuma representar Portugal no campeonato de acordeonistas da marca Dino Baffetti.