"Os prejuízos ainda podem duplicar": 12 mil hectares inundados ameaçam campanhas agrícolas no Vale do Mondego

As cheias no Baixo Mondego mantêm 12 mil hectares agrícolas submersos, colocando em risco as campanhas de 2026. São mais de duas mil famílias que vivem da agricultura na região e que agora temem a impossibilidade de avançar com a plantação das culturas agrícolas.
Ana Rita Cristovão
Ana Rita Cristovão Jornalista
João Lacerda
Redação
Redação
18 fev. 2026, 09:50

O impacto do mau tempo das últimas semanas continua a fazer sentir-se na região de Coimbra. O rebentamento do dique dos Casais provocou inundações em várias localidades próximas do Rio Velho, um afluente do Rio Mondego, que ainda mantém um caudal elevado.

Cerca de 12 mil hectares de explorações agrícolas permanecem debaixo de água, dificultando o acesso às propriedades e comprometendo infraestruturas essenciais, como o condutor geral de rega, que rebentou em dois pontos devido à pressão das águas, exisitindo ainda o receio de que as condutas subterrâneas também tenham sido afetadas. 

Os agricultores alertam que, mesmo que a água venha a escoar, os solos estão saturados e sem capacidade para novas plantações, colocando em causa toda a campanha da primavera. Culturas como a batata, típica desta época, podem não avançar este ano caso o sistema de rega não seja rapidamente reparado. Reforçando ainda que "os prejuízos ainda podem duplicar" e que há medidas quje tem de ser tomadas.

Depois de um 2025 já marcado por dificuldades, o setor teme agora que 2026 fique seriamente comprometido. Mais de duas mil famílias dependem da agricultura no Vale do Mondego, levando aos produtores a pedirem  medidas excecionais ao Governo para evitar que a região agrícola fique paralisada.