Paredes de Coura inaugura centro estratégico para combate a incêndios
A Unidade Local de Formação de bombeiros do distrito de Viana do Castelo, um investimento de 230 mil euros, foi inaugurada em Paredes de Coura, revelou esta sexta-feira a autarquia.
“Num esforço financeiro significativo, acima dos 230 mil euros e sem qualquer tipo de apoio ou fundo comunitário, Paredes de Coura passa a dispor da primeira Unidade Local de Formação para os 12 corpos de bombeiros do distrito, bem como para as empresas da região poderem preparar os funcionários na formação obrigatória em matéria de riscos e proteção civil”, descreve, em comunicado, a Câmara de Paredes de Coura, no distrito de Viana do Castelo.
De acordo com o município, com esta unidade “o Alto Minho ganha um equipamento que melhor garantirá a segurança de todo o distrito de Viana do Castelo”, ao passo que a Federação Distrital de Bombeiros de Viana do Castelo se torna “pioneira na dinamização de um equipamento deste género, maximizando o investimento e abrindo portas a uma utilização racionada e gerida de forma supraconcelhia”.
A unidade ocupa um terreno com cerca de 12 mil metros quadrados pertencente à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura.
“O objetivo é dar resposta às necessidades formativas dos corpos de bombeiros de todo o distrito. Mas, numa perspetiva de rentabilização do investimento, foi também pensada para permitir o apoio à atividade industrial na área da proteção e segurança”, refere a autarquia.
A Unidade Local de Formação situa-se “apenas a 2,5 quilómetros da vila de Paredes de Coura, com acesso pela EN 306” e fica implantada “num local afastado de edificações, com envolvente florestal e adjacente a um ponto de água”.
“Assim, além da preparação de combate a situações de incêndio urbano e industrial, permitirá também uma utilização para treino de combate florestal e treino de condução fora de estrada, valências fundamentais para garantir uma formação adequada às características do distrito”, observa a Câmara.
De acordo com o presidente da autarquia, Tiago Cunha, a unidade é a concretização de um sonho com 24 anos.
“Fazemos justiça a um sonho antigo, que começou formalmente em 21 de janeiro de 2002, quando foi assinado o primeiro ofício a pedir a implementação desta estrutura ao presidente do então Serviço Nacional de Bombeiros”, lembrou.
O autarca defendeu que “a segurança não se organiza por fronteiras administrativas”.
“O fogo, as intempéries, os cataclismos não respeitam fronteiras de freguesias, concelhos, distritos ou regiões”, pelo que “a segurança se organiza por riscos, necessidades e em cooperação, a uma escala que não pode ser municipal, regional, por vezes, nem nacional é suficiente”, vincou.