Pescadores apelam por apoios reforçados e fixação de preços mínimos

O Sindicato Livre dos Pescadores pediu que o Governo reforce os apoios aos combustíveis e fixe preços mínimos para as principais espécies capturadas nos Açores. A reivindicação surge no contexto da escalada dos preços do gasóleo e do cabaz alimentar, que esta semana atingiu um novo recorde, 257,95 euros.
Agência Lusa
Agência Lusa
08 abr. 2026, 18:32

O Sindicato Livre dos Pescadores pediu esta quarta-feira ao Governo que avance com um reforço dos apoios aos combustíveis e que defina mínimos para as espécies capturadas nos Açores.

“Vem o Sindicato Livre dos Pescadores solicitar ao Governo que sejam reforçados os apoios aos combustíveis, tendo em conta os aumentos verificados”, lê-se numa nota divulgada esta quarta-feira.

A estrutura sindical pediu ainda preços de referência mínimos para as principais espécies de pescado capturado nos Açores.

O sindicato justifica este pedido com o agravamento do preço dos combustíveis, devido ao conflito no Médio Oriente, mas também com os aumentos dos produtos que compõem o cabaz alimentar.

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros face à semana passada.

Por outro lado, notou que o preço de primeira venda do pescado não tem acompanhado a inflação.

No final de março, o secretário de Estado das Pescas, Salvador Malheiro, disse que as pescas já têm uma situação excecional em matérias de apoios, comentando as reivindicações do setor.

“O IVA e o ISP para o gasóleo do setor das pescas é zero. Temos de perceber que existe uma situação de exceção para os pescadores”, assinalou, em resposta aos deputados, na Assembleia da República.

O Governo decidiu avançar com um desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo colorido, uma medida que era reclamada pelos agricultores para fazer face à escalada de preços devido ao conflito no Médio Oriente.

Este apoio, a pagar pelo IFAP - Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, aplica-se nas semanas em que o preço médio estiver 10 cêntimos acima do valor registado na semana de 02 a 06 de março, antes do primeiro aumento.