Politécnico da Guarda quer modernizar empresas da região Centro com programa Digital PME
“Num contexto de forte aceleração tecnológica, muitas empresas enfrentam hoje dificuldades reais na adoção de soluções digitais avançadas. Com o Digital PME, o IPG vai ajudar a modernizar o tecido empresarial, a reforçar a competitividade da região Centro e a criar mais valor a partir do interior do país”, afirmou o presidente do IPG, Joaquim Brigas.
O projeto é liderado pelo Politécnico da Guarda, em parceria com a Agência para a Sociedade de Informação e do Conhecimento (ADSI), o Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA) e a Capital Douro – Associação Industrial e Empresarial.
Segundo os promotores, o Digital PME é dirigido a empresas com baixos níveis digitais, decorre nos próximos dois anos e introduzirá “tecnologias avançadas e soluções inovadoras nos seus processos produtivos e de gestão”.
A sessão de arranque do programa está marcada para 09 de abril, no Politécnico da Guarda.
O programa tem consignado cerca de um milhão de euros de apoios europeus do COMPETE 2030 e está alinhado com as estratégias nacionais e europeias para a digitalização – como a Europa Digital, o Portugal Digital e a Indústria 4.0.
“Para as pequenas e médias empresas do interior Centro, o Digital PME representa uma oportunidade para evoluírem no seu processo de digitalização, aumentando o seu potencial de crescimento sustentável e reforçando a sua presença nos mercados nacionais e internacionais”, adiantou o Politécnico.
As empresas da região da Guarda e as ‘startups’ instaladas na incubadora do Politécnico da Guarda estarão entre as primeiras a beneficiar deste projeto.
Com este programa, o IPG quer demonstrar que “sabe mobilizar parceiros, aproximar conhecimento e empresas, e transformar essa articulação em qualificação, inovação e desenvolvimento económico no interior”, realçou Joaquim Brigas.
O Digital PME foi uma das dez candidaturas validadas para repartir seis milhões de euros do Portugal 2030, oriundos do Programa Temático Inovação e Transição Digital do COMPETE.
A candidatura apresentada pelo consórcio liderado pelo IPG obteve 849.672 euros, “um sexto do montante global e mais do dobro do valor atribuído aos restantes projetos”, lembrou o Politécnico.
O consórcio é participado em 40% pelo Politécnico da Guarda, detendo a ADSI, o NERGA e a Capital Douro as quotas restantes, no valor de 20% cada uma.
Os membros do consórcio vão investir em conjunto 149.942 euros de verbas próprias, pelo que o valor total do projeto aprovado é de 999.614 euros, especificou o Politécnico da Guarda.