Polo Arqueológico do Alto Tâmega custa 1ME e fica em Vila Pouca de Aguiar

O projeto representa um investimento de cerca de um milhão de euros, com uma comparticipação comunitária de 600 mil euros, no âmbito do programa Norte 2030.
Agência Lusa
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10 fev. 2026, 16:35

O Polo Arqueológico do Alto Tâmega e Barroso representa um investimento de cerca de um milhão de euros e vai ficar instalado em Vila Pouca de Aguiar, anunciou hoje a câmara local.

O município do distrito de Vila Real disse hoje, em comunicado, que este polo permitirá centralizar, salvaguardar e valorizar o espólio arqueológico proveniente dos seis municípios da região do Alto Tâmega e Barroso: Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena e Valpaços.

“É com grande orgulho e sentido de responsabilidade que assumimos o objetivo de salvaguardar a identidade regional através do legado dos nossos antepassados, que nos deixaram um património arqueológico de elevado valor, o qual pretendemos preservar, estudar e divulgar como fator de desenvolvimento do território”, afirmou a presidente da autarquia, Ana Rita Dias, citada em comunicado.

O projeto representa um investimento de cerca de um milhão de euros, com uma comparticipação comunitária de 600 mil euros, no âmbito do programa Norte 2030.

O Polo Arqueológico do Alto Tâmega e Barroso vai ficar localizado no Parque Empresarial de Vila Pouca de Aguiar, localizado na freguesia de Telões, num edifício adaptado que ficará dotado de funções técnicas, científicas e museológicas.

O projeto prevê, segundo o município, a criação de um centro técnico e científico de apoio à arqueologia regional e integra várias valências como o depósito e armazenamento de espólios arqueológicos, laboratório de restauro e conservação preventiva, núcleo de inventariação e digitalização de bens patrimoniais, e um centro de investigação, mediação e difusão cultural, aberto à comunidade, às escolas e à comunidade científica.

O equipamento vai incluir ainda uma área de receção e triagem de materiais arqueológicos, laboratórios especializados, sala de inventário e digitalização equipada com recursos informáticos adequados, áreas de reserva técnica e armazenamento, bem como gabinetes técnicos e espaços de apoio à investigação e ao funcionamento do polo arqueológico.