Presidenciais 2026: onde, quando e como escolher o sexto Presidente da República
O país vai a votos pela terceira vez num espaço de oito meses, desta vez para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Saiba quando e onde votar e o que vai encontrar no boletim de voto.
Em oito meses, os portugueses foram chamados às urnas por três vezes - a última será este domingo, para escolher o sexto Presidente da República do país.
A esta altura, dada a cadência do calendário eleitoral, já deve estar habituado ao processo, mas importa sempre recordar algumas informações essenciais, até porque neste sufrágio os eleitores vão encontrar - muitos já encontraram, porque votaram antecipadamente - uma realidade particular nos boletins de voto.
Quando e como votar
Antes de mais, importa olhar para a clarificação feita pela Comissão Nacional de Eleições relativamente à idade dos eleitores. Quem fizer 18 anos no domingo, vai poder participar nesta eleição. No entanto, se atingir a maioridade entre a próxima segunda-feira e o dia 8 de fevereiro, não vai poder votar na segunda volta das eleições. Isto porque a data considerada como referência é a que foi fixada por decreto do Presidente da República, ou seja, o dia 18 de janeiro. O facto de haver uma segunda volta não significa que se trate de uma eleição diferente.
As urnas estão abertas das 8h da manhã até às 19h de domingo. Pode consultar o seu local de voto através da internet (www.recenseamento.pt) ou mensagem de texto (SMS) para o número 3838, com o seguinte conteúdo: RE[espaço]Número do BI/CC[espaço]Data de nascimento(AAAAMMDD). Em alternativa, é possível conseguir essa informação nos serviços da Junta de Freguesia, que estarão abertos no dia da votação.
Como sempre, deverá ter consigo um documento de identificação, idealmente o Cartão de Cidadão. Pode também indentificar-se através de outro documento oficial que contenha a sua fotografia atualizada (passaporte ou carta de condução, por exemplo). No limite, mesmo sem nenhum documento, pode ainda votar recorrendo a dois eleitores que ateste, sob compromisso de honra, a sua identidade ou se for reconhecido unanimemente pelos elementos que compõem a mesa.
O que vai encontrar no boletim
Esta é a eleição presidencial mais participada de sempre em termos de candidaturas. São, ao todo, 11 os nomes aprovados pelo Tribunal Constitucional. Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, António José Seguro pelo PS, André Ventura pelo Chega, partido a que preside, João Cotrim de Figueiredo pela IL, António Filipe pela CDU, Catarina Martins pelo Bloco e Jorge Pinto (Livre) são os candidatos apoiados oficialmente por partidos. A estes juntam-se o popular Almirante Henrique Gouveia e Melo, o professor e sindicalista André Pestana e os artistas Manuel João Vieira e Humberto Correia como candidatos “independentes”.
Mas no boletim surgem 14 nomes. As candidaturas de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional, mas, informou a Comissão Nacional de Eleições, os boletins foram impressos antes de terminadas todas as possibilidades de recurso por parte destes candidatos.
Assim, deve ignorar estes nomes (e os respetivos quadrados) na altura de votar. No entanto, saiba também que, se se enganar na altura de votar, pode sempre requisitar à mesa novo boletim, entregando a matriz inutilizada. Nestes casos, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) aconselha a assinalar vários nomes no boletim a destruir, a fim de preservar o segredo do voto.
Para os eleitores no estrangeiro, além de domingo, também no sábado vão estar abertas as mesas de voto nas diferentes representações diplomáticas, que pode consultar também no site da CNE.
Por fim, convém lembrar que quem, dos 218 mil eleitores inscritos para o voto antecipado, não foi votar no último domingo, pode ainda fazê-lo na sua assembleia de voto habitual.