Produtores de leite reforçam apelo ao Governo para reparar explorações afetadas

Associação dos Produtores de Leite de Portugal, pede apoio urgente do Governo para reconstrução de instalações de produtores de leite afetadas pela tempestade Kristin.
 
Agência Lusa
Agência Lusa
04 fev. 2026, 11:49

A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP) reforçou hoje o apelo ao Governo para disponibilizar apoios à reconstrução e reparação das instalações do setor afetadas pelo mau tempo.

“A APROLEP apela ao Governo para que rapidamente disponibilize apoio à reconstrução e reparação das construções afetadas para salvaguardar a segurança dos trabalhadores e o bem-estar dos animais”, lê-se no comunicado divulgado hoje.

A associação que representa os produtores de leite reforçou o apelo ao Ministério da Agricultura para o prolongamento do prazo para comunicar as informações exigidas pela DGAV relativas ao “Ecorregime de Bem-estar Animal”, que termina a 06 de fevereiro.

Para a associação, “este adiamento é necessário para todo o país, mas é crítico em relação às regiões afetadas, de modo que produtores e técnicos possam efetivamente dedicar o seu tempo à recuperação das condições de bem-estar dos animais, em vez de estarem ocupados com burocracias adicionais de que deviam ser dispensados, tendo em conta que já possuem a certificação em bem-estar animal”.

A associação expressou ainda a sua solidariedade para com os produtores de leite e agricultores atingidos pela tempestade Kristin e que sofreram danos avultados nas instalações e agradeceu a quem está no terreno a trabalhar para ultrapassar as dificuldades causadas pelas tempestades.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.