Proposta central fotovoltaica para Parque Eólico de Penedo Ruivo no Marão
O projeto de hibridização fotovoltaica do Parque Eólico de Penedo Ruivo, que visa instalar painéis solares naquela zona do Marão, deu hoje entrada em consulta pública, prevendo-se uma produção anual líquida de 24,86 Gigawatt-hora.
Segundo o estudo de impacte ambiental (EIA) pedido pela empresa EnergieKontor, a partir de hoje em consulta pública no portal participa.pt na Internet, prevê-se "aumentar a atual injeção anual de energia elétrica na rede" com a instalação de uma central solar fotovoltaica, um projeto "híbrido solar suportado pela subestação do Parque Eólico de Penedo Ruivo já existente".
A previsão é de 24,86 gigawatts por hora de produção anual líquida, numa área de implementação de 21 hectares ao todo, dos quais cerca de sete serão ocupados com painéis solares, naquele território que abrange os concelhos de Baião e de Amarante, no distrito do Porto.
Esta produção, reforça o resumo não técnico, permitirá "evitar a emissão de cerca de 5.040 toneladas de CO2" se se considerar que o combustível utilizado "seria o gás natural", e sairá de cerca de 25 mil painéis.
A central exigirá beneficiação e criação de acessos e a construção tem uma duração prevista de um ano, seguindo-se uma fase de exploração de 30 anos.
Esta área onde se pretende instalar a central, lembra o EIA, "sobrepõe-se à área classificada referente à Zona Especial de Conservação do Alvão/Marão", segundo o Sistema Nacional de Áreas Classificadas, sem intersetar "qualquer corredor ecológico".
Os riscos identificados no estudo passam sobretudo pela fase de construção e são considerados pouco relevantes, podendo ser mitigados, tendo sido pedido um parecer, que não chegou, à Associação de Municípios do Douro e Tâmega, que gere a Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira, no qual é referido que está interdita a instalação de infraestruturas de aproveitamento energético.
"A área de estudo da central solar fotovoltaica e da linha elétrica subterrânea integra áreas pertencentes à Reserva Ecológica Nacional (REN), ao Regime Florestal, áreas percorridas por incêndios, áreas classificadas da Rede Natura 2000, domínio público hídrico e um marco geodésico", pode ler-se no relatório.
Ainda assim, a avaliação do projeto não permitiu identificar "situações críticas que pudessem inviabilizar o projeto" a instalar no local afeto à União de Freguesias de Teixeira e Teixeiró (Baião) e Ansiães (Amarante).
O projeto ligado à empresa alemã EnergieKontor, com sede em Portugal em Cascais, está em consulta pública até 24 de abril.