Salvaterra de Magos intensifica apoio financeiro a estudantes universitários

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos vai apoiar uma centena de estudantes do concelho que frequentam o ensino superior no ano letivo 2025/2026, através da atribuição de bolsas de estudo no valor de 1650 euros, num investimento global de 165 mil euros destinado a mitigar os custos associados à formação académica.
Mariana Moniz
Mariana Moniz Jornalista
26 jan. 2026, 07:00

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos vai apoiar uma centena de estudantes do concelho que frequentam o ensino superior no ano letivo 2025/2026, através da atribuição de bolsas de estudo no valor individual de 1.650 euros, num investimento global de 165 mil euros que visa aliviar os encargos financeiros associados à frequência universitária.

Ao Conta Lá, a presidente da autarquia, Helena Neves, explicou que este apoio tem um impacto direto na vida das famílias do concelho, sublinhando que “consideramos que este é um apoio que faz diferença real na vida de muitas famílias, ajudando a aliviar encargos e a criar condições para que os jovens consigam continuar a estudar com maior estabilidade”. A autarca acrescentou ainda que “se o nosso apoio for um contributo no investimento que as famílias fazem na formação dos nossos jovens, consideramos que estamos a cumprir a nossa missão para o desenvolvimento do futuro do nosso concelho”.

A medida insere-se numa política municipal continuada de apoio à educação, num contexto em que os custos com propinas, alojamento e transportes continuam a pesar de forma significativa nos orçamentos familiares. Para o executivo municipal, o impacto esperado vai além do apoio financeiro imediato. “Esperamos que este apoio traga mais tranquilidade no percurso académico, reduzindo o risco de abandono e permitindo que os jovens se concentrem no seu desempenho e na conclusão do curso”, referiu Helena Neves, defendendo que “apostar na formação dos jovens é também apostar no desenvolvimento do território, na qualificação das pessoas e na capacidade do concelho construir futuro”.

Questionada sobre o papel das autarquias num domínio que é, em primeira instância, da responsabilidade do Estado central, a presidente da câmara considera que a proximidade ao território justifica a intervenção municipal. “As autarquias conhecem de perto a realidade social do território e as dificuldades sentidas pelas famílias”, afirmou, acrescentando que “mesmo não sendo uma competência direta, temos a responsabilidade de agir dentro das nossas possibilidades, complementando as respostas do Estado e promovendo igualdade de oportunidades”. Para Helena Neves, “investir na formação dos jovens é investir no futuro das pessoas e do concelho”.

O programa municipal de bolsas de estudo destina-se a alunos residentes no concelho que frequentam ou iniciam o ensino superior e é atribuído com base em critérios definidos em regulamento próprio, reforçando a aposta do município na educação como eixo estratégico de desenvolvimento social e económico local.