Santarém apresenta programa para revitalizar Centro Histórico e Ribeira

O plano integra várias áreas de atuação, desde o comércio e economia local à ligação ao rio Tejo, passando pela "requalificação do espaço público e pela valorização do património".
Agência Lusa
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23 abr. 2026, 17:59

A Câmara Municipal de Santarém apresentou no Salão Imobiliário de Lisboa (SIL) o programa “Centro Vivo 2025-2035”, um plano de intervenção a 10 anos que pretende reforçar a atratividade do Centro Histórico e da Ribeira, anunciou hoje o município.

Numa nota enviada à agência Lusa, o município afirma que o programa marca “uma nova fase” na estratégia para o centro da cidade, com foco "na execução de projetos no terreno e na captação de investimento público e privado".

O plano integra várias áreas de atuação, desde o comércio e economia local à ligação ao rio Tejo, passando pela "requalificação do espaço público e pela valorização do património".

Entre os projetos destaca-se a reconversão da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), que deverá acolher serviços municipais, residências de estudantes, a sede do Instituto Politécnico de Santarém, o Palácio da Justiça, o Museu de Abril e dos Valores Universais, uma unidade hoteleira e equipamentos de lazer e desporto.

As obras das residências de estudantes já estão em curso, acrescenta a autarquia.

Também o antigo Presídio Militar será transformado numa unidade hoteleira, enquanto o Mercado Municipal continuará "a ser utilizado como espaço de dinamização económica e social, com programação regular", lê-se na nota.

Na área da habitação, o programa prevê a "requalificação e a aquisição de imóveis estratégicos" e intervenções nas escolas de São Bento, Pereiro e São Salvador, esta última destinada a acolher uma creche.

O património cultural é outro dos eixos do programa, que inclui a requalificação do Teatro Rosa Damasceno para "instalação da futura Casa das Artes e Cultura de Santarém", bem como intervenções em igrejas como Marvila, Graça e Santa Iria, e nas muralhas e encostas da cidade.

No espaço público estão previstas ações como os Passadiços do Tejo, a melhoria de percursos pedonais, a criação de novas bolsas de estacionamento, reforço da videovigilância e requalificação de largos. O Bairro Digital de Santarém continuará a apoiar o comércio local e a gestão urbana.

Na Ribeira, o município quer "reforçar a ligação da cidade ao rio", com uma intervenção faseada na frente ribeirinha, incluindo o Parque Natura Tejo, o campo de futebol e "projetos de regeneração urbana". Em Alfange, serão feitas melhorias no espaço público para aumentar as condições de lazer e permanência junto ao Tejo. Está ainda prevista a instalação da organização Scholas Occurrentes, um movimento educativo inspirado no Papa Francisco, "com projetos de dimensão social e educativa".

Citado na nota, o presidente da Câmara, João Leite, na apresentação do programa, afirmou tratar-se de “um compromisso” e não de “um plano teórico”, defendendo que o objetivo é “voltar a ter um Centro Histórico vivido, com mais pessoas, mais atividade e mais uso no dia a dia”.

O “Centro Vivo 2025-2035” será desenvolvido por fases, consoante a disponibilidade de financiamento, combinando "fundos comunitários, investimento municipal e investimento privado".

O acompanhamento no terreno ficará a cargo do Gabinete do Centro Histórico, criado pelo município.

O programa estará em consulta pública entre 30 de abril e 30 de maio, período durante o qual a autarquia convida a população a apresentar contributos e sugestões.