Seixal ganha 400 novas árvores para celebrar a floresta
O concelho do Seixal volta a afirmar-se como referência na defesa do ambiente com um programa especial para assinalar o Dia Mundial da Árvore e das Florestas. Até 21 de março, o município promove um conjunto de iniciativas no Parque Metropolitano da Biodiversidade, envolvendo escolas, instituições e a comunidade em geral.
A atividade pretende educar para a sustentabilidade e respeito pela biodiversidade, através de atividades como a visita à floresta, a participação em jogos didáticos e até a plantação de plantas autóctones na região. Em entrevista ao Conta Lá, o Presidente da Camara, Paulo Silva, sublinha a importância histórica e simbólica da data, reforçando que “o Seixal tem uma grande tradição na comemoração do Dia Mundial da Árvore, até porque as primeiras comemorações em Portugal aconteceram no conselho (…). É sempre para nós uma data muito especial”.
Ao longo dos próximos dias, o foco estará na educação ambiental, especialmente junto das gerações mais novas, porque “consideramos que é a partir dos mais jovens que devemos começar com este trabalho de consciencialização”, explica o autarca.
Reflorestar para recomeçar
O momento alto das comemorações acontece na manhã deste sábado, 21 de março, entre as 10h e as 13h, com uma ação de reflorestação aberta à população no Parque Metropolitano da Biodiversidade, sob o mote “Venha Plantar o Futuro: Junte-se a Nós”. A iniciativa prevê a plantação de 400 árvores, tendo como principal objetivo recuperar a área afetada pelo incêndio de 2024 nas imediações do parque, em particular na região do Pinhal das Freiras.
Paulo Silva, recorda o impacto do incêndio que afetou o pulmão verde da cidade, com as chamas a afetarem "cerca de 300 hectares” e aproveitou para realçar o trabalho desenvolvido desde então.
A ação deverá reunir cerca de 150 voluntários, dando continuidade “ao processo de recuperação já em curso, que permitiu plantar até ao momento mais de 1 000 árvores”. A aposta passa pela utilização de espécies autóctones, como carvalhos, sobreiros, medronheiros e murtas, “espécies mais resilientes e adaptadas ao território, reforçando a sustentabilidade e a biodiversidade local”, frisa Paulo Silva.
Paralelamente, nos dias das celebrações, decorre uma outra campanha: “Leve uma Árvore – Plante o Futuro”, que convida os munícipes a assumir mais um papel ativo na preservação ambiental, através da recolha de uma árvore na Casa da Biodiversidade, junto ao parque. Os interessados podem inscrever-se através do email: gtf@cm-seixal.pt.
Um pulmão verde para o futuro
O Parque Metropolitano da Biodiversidade, atualmente com cerca de 7 hectares, tem ambições claras de expansão, com a meta a passar por chegar 400 hectares e converter-se no segundo maior parque natural da região”, a par do Parque Florestal de Monsanto, na área metropolitana de Lisboa, afirma o autarca.
Uma intervenção que tem demonstrado que a natureza e a ação humana caminham lado a lado, tal como a consciencialização trabalhada e reforçada nas atividades realizadas nesta semana. “Agora chegámos lá e já começámos a ver o verde a aparecer (…)", aponta Paulo Silva, para quem não pode ser "só a natureza a fazer o seu trabalho", defende: "Nós também temos que fazer o nosso trabalho”.