Setor da cerâmica com postos de trabalho em risco se crise no Médio Oriente não abrandar

Em entrevista ao Conta Lá, o presidente da Associação das Indústrias de Cerâmica e Cristaleiras avisa que as empresas portuguesas podem não aguentar os efeitos da crise resultante do conflito no Médio Orienta mais de um mês. Jorge Vieira antevê que a pressão dos preços irá levar ao corte de postos de trabalho.
Redação
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25 mar. 2026, 20:12

O representante da Associação das Indústrias de Cerâmica e Cristaleiras pede medidas ao Governo para evitar o pior num setor com grande peso nas exportações nacionais, recordando as medidas que ajudaram a indústria a sobreviver quando a guerra na Ucrânia começou.

“Quando foi a invasão da Ucrânia, tanto a nível europeu como em Portugal, foram tomadas medidas. Na altura, houve uma medida – apoiar no gás -  no sentido de minimizar os impactos para as empresas, manter uma produção mais competitivas para que as empresas pudessem continuar a sua atividade”, recorda.

Num setor onde 30% dos custos são energéticos, as indústrias de cerâmica e cristaleiras pedem ação por parte do Governo e alerta que se “uma situação destas se manter muito para além de um mês, começa-se a entrar numa zona de derrapagem e num risco de comprometer a atividade de produção”.

Jorge Vieira admite mesmo que, com o “risco das empresas terem menos condições para operar para exportar e menor produção”, não fica de fora um cenário de “menos postos de trabalho.”