Sintra testa plano para controlar trânsito e melhorar experiência no centro histórico
O aumento da pressão turística e o congestionamento no centro histórico de Sintra levaram a Câmara Municipal de Sintra a avançar com um novo plano experimental de mobilidade. A operação “Viver e Visitar a Vila de Sintra” pretende reorganizar o trânsito, reduzir a circulação automóvel e melhorar a experiência de quem visita e vive na vila.
A iniciativa prevê alterações temporárias à circulação rodoviária, sobretudo nas zonas do Ramalhão, São Pedro de Sintra e Portela, com reforço da sinalização e instalação de pontos de controlo em locais estratégicos.
O objetivo passa por tornar mais eficiente a gestão dos fluxos, numa área marcada por ruas estreitas e elevada afluência turística.
Menos carros no centro e novas regras de circulação
Uma das principais mudanças prende-se com a recomendação de utilização de parques de estacionamento fora da vila, como o de Lourel, com mais de 500 lugares gratuitos. A estratégia inclui ainda outros parques na zona da Portela de Sintra, com capacidade total superior a mil lugares, entre opções gratuitas e pagas.
A partir destes pontos, o acesso ao centro histórico deverá ser feito através de transporte público, nomeadamente o autocarro 434, que assegura a ligação aos principais monumentos e zonas de interesse.
Também os autocarros turísticos passam a estar sujeitos a novas regras. O plano prevê que apenas possam entrar no centro histórico para largar e recolher passageiros, ficando o estacionamento reservado para zonas periféricas, como o Ramalhão. A operação envolve várias entidades, incluindo a Guarda Nacional Republicana, a Polícia Municipal, bombeiros, proteção civil e a Parques de Sintra – Monte da Lua.
Está ainda prevista a instalação de um posto de comando móvel no centro histórico, bem como a presença permanente de equipas no terreno para orientação e fiscalização. A informação será disponibilizada em português, inglês e espanhol, incluindo através de aplicações como o Google Maps e o Waze.
A operação começou a ser preparada no início do ano, com o envolvimento de várias entidades locais, e surge num contexto de crescente pressão turística sobre a vila de Sintra, classificada como Património Mundial. Ainda assim, o impacto real das medidas no dia a dia dos residentes e na pressão turística só poderá ser avaliado após a fase experimental.