Subida do rio coloca Coruche em alerta com pavilhão preparado para acolhimento

O município de Coruche avisou para a possível subida do nível do rio ao longo do dia. A autarquia apela à retirada de viaturas e bens das zonas ribeirinhas para evitar prejuízos. As previsões apontam para níveis semelhantes aos registados no passado fim de semana.
Agência Lusa
Agência Lusa
11 fev. 2026, 16:43

A Câmara Municipal de Coruche alertou esta quarta-feira para a possibilidade de subida do nível do rio ao longo do dia, apelando à população que retire viaturas e outros bens das zonas ribeirinhas, de forma a prevenir danos materiais.

Em comunicado, a autarquia do distrito de Santarém refere que as previsões meteorológicas e hidrográficas apontam para níveis “similares aos registados na madrugada de 08 de fevereiro”, recomendando que residentes e proprietários procedam “tal como nas ocorrências anteriores”, adotando medidas de proteção de pessoas e bens.

O município solicita também aos proprietários de estabelecimentos comerciais instalados na zona baixa da vila que estejam atentos à evolução da situação e tomem precauções adequadas para salvaguardar o seu património.

Segundo a câmara municipal, os serviços municipais encontram-se no terreno, em articulação com a Proteção Civil, prestando apoio humano e logístico.

O pavilhão desportivo da Escola EB 2/3 Dr. Armando Lizardo foi aberto para acolhimento de população que possa necessitar de apoio, acrescenta a autarquia.

A câmara reforça ainda o apelo à adoção de comportamentos de segurança e autoproteção, recomendando que seja evitada a circulação em zonas ribeirinhas e que sejam cumpridas todas as indicações das autoridades no local.

A situação está a ser acompanhada “permanentemente”, sendo atualizada sempre que necessário, conclui o município.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.