TAP reforça voos Lisboa-Porto devido a rutura na A1

A TAP vai reforçar a rota Lisboa-Porto com até mais sete voos por semana, após o corte da A1 junto a Coimbra. A medida pretende responder às necessidades de mobilidade causadas pela rutura de um dique no rio Mondego. As obras na autoestrada estão em curso, mas ainda sem previsão de conclusão.
Agência Lusa
Agência Lusa
12 fev. 2026, 20:22

A TAP vai reforçar a rota Lisboa-Porto com até mais sete voos por semana e aumento da capacidade nalguns horários, de forma a colmatar necessidades da população afetadas pelo corte da A1, disse fonte oficial à Lusa.

"A companhia vai disponibilizar até mais sete voos por semana e aumentar a capacidade nalguns horários de acordo com a procura e disponibilidade de recursos", disse fonte oficial à Lusa.

Segundo a mesma fonte, "este esforço de realocação da capacidade destina-se a responder às necessidades da população afetada pelo corte da A1 e manter-se-á até se revelar necessário", acrescentou.

As obras de reparação do troço da Autoestrada 1 (A1), que desabou na quarta-feira após rebentamento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, estão em curso, mas ainda sem previsão de conclusão, informou esta tarde a Brisa.

“Não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação”, indicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária, em comunicado.

Em causa está a interrupção de um troço da A1 (autoestrada que liga Lisboa e o Porto) junto ao nó de Coimbra Sul, entre os quilómetros 198 e 189, onde a circulação rodoviária se encontra cortada em ambos os sentidos desde pouco depois das 18h00 de quarta-feira, na sequência da rutura de um dique na margem direita no rio Mondego.

“As vias alternativas para os utilizadores da A1 mantém-se o corredor A8/A17/A25 ou o IC2”, realçou.

Segundo a concessionária Brisa, os trabalhos de estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, na A1, estão já em curso e materializam-se em duas fases, a primeira focada no sentido Norte-Sul e a segunda focada no sentido Sul-Norte.

“A prioridade passa, atualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem”, adiantou a empresa.

A empreitada em curso, segundo a Brisa, consiste na utilização de material rochoso para “suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul”, tendo sido mobilizados para o local, até ao momento, mais de três dezenas de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras.

Além disso, estão no terreno mais de 70 profissionais, adiantou a concessionária, acrescentando que a nível nacional estão mobilizadas todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infraestruturas.

A empresa referiu ainda que os trabalhos estão a ser acompanhados por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação.

A Brisa reforçou que está a trabalhar em estreita articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Guarda Nacional Republicana, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Agência Portuguesa do Ambiente e o LNEC.

A rutura do troço da A1 junto ao nó de Coimbra Sul foi motivada pelo rebentamento do dique e “subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excecional de água no rio Mondego, na região de Coimbra”, de acordo com a Brisa.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.