Tecnologia aliada aos fogos: plataforma permite analisar zonas de risco de incêndio em Portugal

É uma iniciativa pioneira, idealizada por uma empresa dos Países Baixos, concebida para o uso de proprietários, autarquias e de “quem está a construir um mundo mais sustentável”.
Joana Amarante
Joana Amarante Jornalista
05 jun. 2026, 17:17

A LandOS lançou uma plataforma que mostra para este verão as zonas com maior risco de incêndio em Portugal. Uma demonstração de como a tecnologia, através do uso de inteligência artificial, pode ser útil para prever e prevenir os temidos fogos rurais. 

É uma iniciativa pioneira, idealizada por uma empresa dos Países Baixos. A plataforma, que foi apresentada esta quinta-feira, em Coimbra, apresenta um sistema avançado que permite analisar, ao nível das freguesias de Portugal continental, quais as áreas geográficas mais suscetíveis à ocorrência de incêndios.

Permite aos utilizadores verificar se o terreno do qual é proprietário apresenta ou não maior risco de fogo. O utilizador, ao introduzir a freguesia na plataforma, tem acesso a uma lista de verificações para gerir o “combustível”, adaptada a cada parcela. 

A empresa decidiu apresentar esta plataforma inovadora porque considera que os mapas governamentais que existem contemplam poucos dados para efetuar o cálculo do risco de incêndio.

A nova ferramenta é sazonal e não funciona em tempo real, mas inclui variáveis como a precipitação, a vegetação e a madeira acumulada no último inverno, acrescentando ainda as localizações exatas dos incêndios de 2025. 

A equipa que a desenvolveu aponta como zonas perigosas, por exemplo, as regiões do Alentejo e do Algarve que, no último inverno, tiveram forte precipitação. A elevada vegetação que se encontra em algumas dessas áreas, no interior e fora do comum, eleva substancialmente o nível de perigo para incêndio. 

A empresa ainda está a desenvolver parâmetros para trabalhar em conjunto com os municípios ou outros parceiros, sempre com um objetivo: “tornar a gestão de terras, o planeamento e a sustentabilidade mais fáceis, claros e interligados”, lê-se na página da LandOS