46 mil clientes continuam sem eletricidade em Portugal continental após mau tempo

Um total de 46 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental devido aos danos provocados pelo mau tempo desde 28 de janeiro, dos quais cerca de 35 mil se encontram nas áreas afetadas pela depressão Kristin, informou hoje a empresa.
Agência Lusa
Agência Lusa
10 fev. 2026, 18:47

Um total de 46 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de janeiro, informou hoje a empresa.

Num balanço com dados atualizados às 16:00, a empresa contabililiza 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais “cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin”.

Destes 35 mil clientes, 27 mil estão localizados no distrito de Leiria, o mais afetado com a falta de energia elétrica, sete mil no distrito de Santarém e mil no distrito de Castelo Branco.

Anteriormente a empresa tinha indicado que pelas 08:00 estavam sem energia elétrica 41 mil clientes, “sendo que nas zonas mais críticas” as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizavam 35 mil clientes.

Leiria já era o distrito mais afetado, com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra com mil.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas, ainda de acordo com a empresa.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.