Câmara de Torres Vedras quer tornar cidade mais verde dentro de dois anos
A Câmara de Torres Vedras está a desenvolver um plano de rearborização da cidade, para a tornar “mais verde”, depois de o mau tempo ter obrigado ao abate e remoção de várias centenas de árvores, anunciou hoje o vice-presidente.
“Precisamos de arrefecer a cidade e queremos muito rearborizar a cidade, passando por vasos em candeeiros, vasos em pontes, plantação de árvores onde elas não existem e queremos tornar todas as ruas da cidade muito mais arborizadas”, disse Diogo Guia, em conferência de imprensa.
O município tem em curso um trabalho de georreferenciação de todo o arvoredo do concelho, a concluir dentro de dois anos, com identificação de todas as espécies, a partir do qual vai ser possível avançar com um plano de intervenção para cada árvore existente.
Desde novembro de 2025 foram rearborizados cerca de sete hectares, com a plantação de 4.370 árvores, como compensação pela construção a decorrer da ligação rodoviária da autoestrada 8 à zona empresarial das Palhagueiras.
Nesta campanha de 2025/2026, que decorre até ao final deste mês, vão ser ainda plantadas 1.920 árvores, o que permite rearborizar mais 3,7 hectares, perfazendo 6.290 árvores.
“Vamos não só fazer uma plantação de árvores, mas também a requalificação de espaços”, adiantou o também vereador do Ambiente.
Com o objetivo de “tornar a cidade mais verde”, a prioridade do plano de ação passa por recuperar canteiros e jardins, plantar árvores para reforçar a arborização da cidade, compensar perdas e promover o património arbóreo, assim como intervir em árvores afetadas.
Junto ao Jardim do Choupal está prevista a criação de mais uma faixa de rodagem para garantir a fluidez do trânsito, na Avenida Humberto Delgado vai ser criado um novo parque de estacionamento subterrâneo para aumentar a oferta de estacionamento e a Avenida 5 de Outubro vai tornar-se pedonal.
Estão previstas outras 17 intervenções de requalificação do espaço público, arborização, estacionamento ou circulação pedonal em diversos espaços da cidade.
Com este plano de intervenção, a autarquia tem como objetivos aumentar a cobertura arbórea da cidade, reforçar a biodiversidade urbana, melhorar a qualidade do ar e o conforto térmico de ruas e praças, aumentar o sombreamento de espaços públicos, estabelecer um calendário de monitorização e manutenção e garantir o planeamento de novas plantações.
Entre 22 de janeiro e 03 de março, período em que ocorreram diversas tempestades no país, foram registadas no concelho 468 ocorrências relacionadas com quedas, instabilidade e risco associado a árvores.
Nesse período, foram intervencionadas 1.809 árvores, das quais 1.092 foram abatidas por risco elevado de queda seja por deslocamento, problemas fitossanitários, aluimentos ou derrocadas, pondo em causa a segurança de bens e pessoas, e 600 foram removidas por caírem ou tombarem de forma irreversível.
Em 116 foram realizados trabalhos de podas para redução do risco.
Das 1.809 árvores intervencionadas, 569 localizavam-se na cidade.
Entre as principais espécies intervencionadas, destacam-se os ciprestes (702), eucaliptos (194), pinheiros-de-alepo (156), pinheiros-bravos (153), choupos (130), pinheiros mansos (107) e sobreiros (106).
A autarquia prevê ainda abater 11 árvores em diferentes espaços da cidade.