Caudal do Sado está estabilizado mas mantém-se atenção às descargas das barragens

Em Alcácer do Sal, o caudal do Sado estabilizou no leito do rio, após vários dias de cheias. As Autoridades mantêm-se atentas às descargas. 
 
Agência Lusa
Agência Lusa
16 fev. 2026, 13:15

O caudal do Sado em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, estabilizou no leito do rio, após vários dias de cheias, mas as autoridades continuam atentas às descargas das barragens, revelou esta segunda-feira a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou que se mantém a monitorização das barragens para “precaver que não volte a acontecer o mesmo”.

“Temos uma estabilização do caudal, apesar das oscilações das marés, mas continuamos a trabalhar com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o município para precavermos qualquer fenómeno meteorológico que venha a ocorrer nos próximos dias”, salientou.

Segundo o comandante, realiza-se, esta tarde, em Alcácer do Sal, uma reunião entre estas entidades sobre “os períodos de descargas das barragens” para o Rio Sado, de forma a serem “conciliados com as marés”.

“Os nossos receios é que exista um fenómeno meteorológico de forte precipitação que, face às terras saturadas e às barragens nas suas cotas máximas, possa fazer convergir estes caudais todos novamente para o rio Sado”, referiu.

Tiago Bugio adiantou que a Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, começou, no domingo, a descarregar para o Rio Sado, para já, uma quantidade de água que “não é nada considerável”.

Esta é a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

No terreno, adiantou, além das operações de limpeza de particulares, “continua, com o apoio das Forças Armadas, o trabalho de remoção de lamas, resíduos e detritos que acabaram por ficar (no espaço público) em consequência das cheias”.

“Já não existe qualquer registo de zonas inundadas, apesar de ainda existirem algumas estradas submersas, em que só se passava com embarcação, mas, agora, já estão acessíveis através de veículos dos bombeiros”, acrescentou.

A marginal e a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, deixaram de estar inundadas na passada sexta-feira, mais de duas semanas depois da primeira inundação.