Chaves ativa Plano Municipal de Emergência por risco de cheias no Tâmega
A Câmara de Chaves ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil por causa das previsões de chuva intensa e do risco de cheias e inundações no rio Tâmega, informou hoje o município.
“Temos que estar preparados para todos os níveis de risco que possam, eventualmente, acontecer nos próximos dias”, afirmou hoje à agência Lusa Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves, no norte do distrito de Vila Real.
O caudal do rio Tâmega galgou as margens, atingindo zonas agrícolas e ainda equipamentos públicos e jardins, na zona da cidade, mas ainda sem danos significativos e sem ter atingido habitações ou estabelecimentos comerciais.
Nuno Vaz disse que a grande preocupação está centrada nos dias de terça e quarta-feira, pelas previsões de chuva persistente e forte, o que poderá levar ao aumento do caudal daquele rio, um dos afluentes do rio Douro.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou o distrito de Vila Real em aviso amarelo entre as 00:00 e as 06:00 de terça-feira, que é, depois, elevado para aviso laranja entre as 06:00 e as 18:00, devido à precipitação persistente e por vezes forte.
O distrito estará em aviso amarelo por causa do vento entre as 12:00 e as 21:00 de quarta-feira.
Chaves é um dos 48 concelhos de Portugal continental que o Governo em situação de contingência até domingo devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações.
Trata-se de um nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.
Em consequência desta situação de contingência, o município de Chaves ativou o plano de emergência que tem em conta o cenário meteorológico previsto, de precipitação persistente e períodos de chuva intensa, bem como os riscos associados à ocorrência de cheias e inundações.
A autarquia justificou a ativação deste plano com “o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso”.
E, nesse sentido, encontram-se mobilizados o Serviço Municipal de Proteção Civil, os corpos de bombeiros, as forças de segurança, os serviços municipais e outros parceiros, como a Cruz Vermelha, em estreita articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
A autarquia reforçou que continuará a acompanhar permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, podendo adotar medidas adicionais que se revelem necessárias.
O município de Chaves apelou, ainda, à população para que acompanhe atentamente as informações divulgadas através dos canais oficiais, cumpra as orientações das autoridades e adote os comportamentos de autoproteção recomendados, em particular nas zonas mais suscetíveis a cheias e inundações.
Nas últimas semanas, o município tem reforçado os alertas junto de moradores e comerciantes de zonas que podem vir a ser afetadas, através de mensagens de telemóvel ou informação presencial.
O plano será desativado logo que deixem de se verificar os pressupostos que determinaram a sua ativação.
A sul do distrito, no Peso da Régua, prevê-se uma “situação de estabilidade nas próximas horas” no rio Douro, segundo um comunicado publicado às 19:00 pelo Posto de Coordenação Municipal.
Também aqui, o rio encontra-se fora do leito tendo submergido, até ao momento, o cais da Régua e os três edifícios que ali se localizam.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.