Festival transforma memória dos incêndios em ação pela floresta em Resende

O Solstício do Cabrum celebra-se pela primeira vez como um evento cultural que quer valorizar a natureza e contribuir para a reflorestação de uma zona devastada por incêndios. Decorre no próximo sábado, em Resende, e tem um propósito solidário. 
 
Joana Amarante
Joana Amarante Jornalista
17 jun. 2026, 11:12

Dois anos depois do incêndio que assolou o Vale do Cabrum e as encostas do Penedo de São João, em Resende, há um festival de música eletrónica que quer transformar a memória das cinzas numa missão de união pela floresta. 

No próximo sábado, 20 de junho, a “maior missão” é a da floresta.  "Do fogo nascemos. Na história resistimos. Pela música renascemos. Pela floresta... dançamos", é o mote da primeira edição do festival Solstício do Cabrum. 

Organizado pela Associação de Valorização e Desenvolvimento Rural do Vale do Cabrum (AVDRVC), o evento quer ser “um ato de resistência cultural e ambiental” com uma missão solidária. 

Com uma programação que se estende pela noite fora, ainda que seja a mais curta do ano, as receitas do festival, resultantes do consumo nos bares e na praça de restauração,  revertem para a reflorestação e recuperação ecológica do local. Além disso, todos os visitantes podem fazer doações voluntárias para contribuir para este propósito.

Para a organização, este miradouro situado na União das Freguesias de Freigil e Miomães representa mais do que um ponto de turismo, “é um palco sagrado da antiguidade humana, testemunha imutável da passagem de impérios e reinos”. 

O cartaz inclui atuações de Frandisco, Adriana Ruas, Najja, Nguimbi & Carlos Ferreira, Retro Project, Hardtexx e do grupo Dracarys, numa noite marcada pela animação cultural.

Segundo a organização, o festival foi concebido para ter um impacto ambiental zero, além de proteger a biodiversidade local e ainda promover o comércio e produtores locais.

A entrada é livre e é possível acampar sem qualquer custo associado.