Governo pede estudo para produção de energia renovável em antigas áreas mineiras
O Governo quer avaliar o potencial das antigas áreas mineiras degradadas para projetos de energias renováveis e encomendou um estudo técnico, a concluir em quatro meses. O objetivo é identificar soluções que permitam instalar produção solar, eólica e armazenamento nesses espaços.
O Governo quer conhecer o potencial das antigas áreas mineiras degradadas e abandonadas para a instalação de projetos de energias renováveis, e pediu para isso um estudo técnico, que deve estar pronto em quatro meses.
Segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira pelo Ministério do Ambiente e Energia, o estudo vai avaliar o potencial dessas áreas para aí instalar produção de energia solar, energia eólica e armazenamento.
Dessa forma, acrescenta, promove-se a reabilitação ambiental e evita-se pressão sobre solos agrícolas, florestais e ecologicamente sensíveis. É, nas palavras da ministra, citada no documento, “transformar passivos ambientais em ativos estratégicos”.
“Estas áreas, frequentemente marcadas por passivos ambientais e limitações de uso, representam simultaneamente uma oportunidade para a instalação de projetos de produção de energia limpa, por se tratarem de espaços já artificializados, evitando assim a ocupação de solos com maior valor agrícola, florestal ou ecológico”, refere o comunicado do Ministério tutelado por Maria da Graça Carvalho.
De acordo com o ministério, o estudo será desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), em articulação com a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM). Vai incluir a identificação e caracterização das áreas, a avaliação do potencial para diferentes tecnologias renováveis, e a análise das condições de ligação à rede elétrica.
Pode também identificar áreas com maior aptidão para projetos de autoconsumo por empresas eletrointensivas (grandes consumidoras de energia) ou para a criação de comunidades de energia renovável.
“Este trabalho permitirá identificar soluções concretas para transformar áreas degradadas em polos de produção de energia limpa, promovendo simultaneamente a sua requalificação ambiental e criando novas oportunidades económicas para os territórios”, disse também a ministra.