Há revolta em Porto Brandão: "Pagámos o que tínhamos a pagar e agora não temos direito a uma casa?"
A impaciência cresce entre os desalojados de Porto Brandão, em Almada, perante a ausência de um plano de futuro por parte da autarquia. Cerca de 500 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas habitações devido ao elevado risco de derrocada e à iminência de desabamento dos terrenos.
Atualmente, a Câmara Municipal de Almada está a prestar apoio a 160 dos desalojados, mas a solução encontrada é apenas temporária. Embora a autarquia tenha garantido este acolhimento de curto prazo após a retirada urgente dos moradores, as famílias criticam a falta de uma estratégia a longo prazo que lhes permita retomar a normalidade.
Enquanto o risco geológico se mantém elevado, as centenas de habitantes continuam proibidas de regressar a casa, sem saber onde irão morar de forma permanente.