Há revolta em Porto Brandão: "Pagámos o que tínhamos a pagar e agora não temos direito a uma casa?"

Os desalojados do Porto Brandão, no concelho de Almada, estão a ficar sem paciência. Cerca de 500 foram obrigados a partir, 160 dos quais estão a ser apoiados pela câmara.
Rafael Matos
Pedro Miguel Costa
Pedro Miguel Costa Editor-executivo
Redação
Redação
19 fev. 2026, 19:00

A impaciência cresce entre os desalojados de Porto Brandão, em Almada, perante a ausência de um plano de futuro por parte da autarquia. Cerca de 500 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas habitações devido ao elevado risco de derrocada e à iminência de desabamento dos terrenos.

Atualmente, a Câmara Municipal de Almada está a prestar apoio a 160 dos desalojados, mas a solução encontrada é apenas temporária. Embora a autarquia tenha garantido este acolhimento de curto prazo após a retirada urgente dos moradores, as famílias criticam a falta de uma estratégia a longo prazo que lhes permita retomar a normalidade.

Enquanto o risco geológico se mantém elevado, as centenas de habitantes continuam proibidas de regressar a casa, sem saber onde irão morar de forma permanente.