Marginal do Funchal enche-se para o tradicional Cortejo Trapalhão
A marginal do Funchal voltou a encher-se de residentes e visitantes para verem passar o Cortejo Trapalhão onde os foliões deram azo à sua imaginação para uma das tradições do Carnaval madeirense.
Com muitos fatos improvisados, com algumas sátiras à mistura, organizados ou espontâneos, foram desfilando princesas, malabaristas sobre antas, cuspidores de fogo, umas “esfregonas trapalhonas para fazer limpeza a tudo no país”, papas, padres, travestis, cães disfarçados e periquitos.
Instituições de idosos mostrando que “velhos são os trapos”, universidades seniores e centros comunitários também integraram este corso.
Um grupo fez uma homenagem aos 50 anos da autonomia, o tema central do programa do Carnaval da secretaria regional do Turismo, Ambiente e Cultura.
Também não faltou a sátira à “detenção bombástica de Maduro” com um helicóptero “delta força” que girava à manivela, carregadores de barris de petróleo da Venezuela e a personagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Críticas à Segurança Social porque, entre outros temas, a reforma será aos “99 anos e 12 meses”, uma caixa de cervejas Coral (a marca madeirense), um “assalto em direto na Madeira segura” e muitas matrafonas motivaram também gargalhadas da assistência.
Um grupo de turistas do Canadá, entre outros visitantes, também quis brincar ao Carnaval na Madeira neste cortejo no qual participaram cerca de 300 foliões.
O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, também assistiu ao cortejo e considerou ser preciso uma maior articulação com as autarquias, porque no mesmo dia acontecem muitos corsos, o que dispersa os assistentes.
Admitindo estar menos gente a assistir ao corso este ano, o chefe do executivo madeirense disse que assim “fica toda a gente a perder”.
O Governo Regional da Madeira investiu este ano 613 mil euros neste programa que teve como pontos alto o cortejo alegórico no sábado, no âmbito do qual desfilaram 1.700 figurantes distribuídos por 14 trupes.
O espírito desta quadra estende-se a outros espaços do Funchal, caso da Placa Central da Avenida Arriaga onde estão montadas as barracas do Mercadinho.
A taxa de ocupação hoteleira nesta altura do ano situa-se, segundo o governo madeirense, nos 88,2%.