Obra de 150 mil euros para estabilizar paredão de Moledo pronta dentro de um mês
“O que vamos fazer aqui é uma intervenção de emergência, isto é, criar condições de segurança para quem vai frequentar esta praia”, explicou Pimenta Machado aos jornalistas, no fim de uma visita à empreitada que arrancou na quarta-feira no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo.
As pedras que se soltaram do paredão e do muro da praia vão ser guardadas num local disponibilizado pela junta de freguesia para, a partir de outubro, “refazer o muro como deve ser, mais resiliente e mais adaptado ao processo erosivo”, acrescentou.
Esta obra mais estrutural na praia de Moledo, que avança no fim da época balnear, "poderá custar cerca de três ou quatro milhões de euros", disse o presidente.
"Vamos também fazer sondagens a todo o muro a sul, para ver em que condições está e ter um bom diagnóstico e um bom projeto. Já temos fundos comunitários guardados para essa operação. Para a APA isto é mesmo prioridade", revelou.
Pimenta Machado observou que o mar já repôs cerca de um metro de areia na praia mas a APA está a “monitorizar a evolução” do areal para “perceber se haverá necessidade” de fazer uma reposição de areia antes de abrir a época balnear.
O responsável apontou para o fim do mês de abril para a decisão ser tomada.
A 23 de março foi anunciado que as obras para proteção costeira nas praias de Moledo e Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, vão custar 4,5 milhões de euros.
“As intervenções incidem, em particular, na reconstrução do muro de proteção costeira da praia de Moledo, parcialmente destruído pela forte agitação marítima, e no reperfilamento do areal de Vila Praia de Âncora, incluindo o reforço do sistema dunar dos Caldeirões”, de acordo com um comunicado do ministério do Ambiente e Energia.
O paredão de Moledo ficou em risco de derrocada no início de fevereiro e, em março, o mar levou parte da esplanada de um bar e ameaçou o farolim de aviso à navegação.
Na ocasião, a presidente da autarquia, Liliana Silva, disse à Lusa que a intervenção de urgência prevista pretendia criar “condições para que as pessoas possam fluir, para os carros circularem”, estando em causa “uma obra de remedeio” que se prevê demorar “cerca de três a quatro semanas”.