OesteCim pede declaração de calamidade para mais três concelhos
A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim) pediu ao Governo que decrete o “estado de calamidade” para os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, onde há dezenas de deslocados e aldeias isoladas.
“Fizemos ontem [sexta-feira] esse pedido relativamente a Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, a pedido dos respetivos autarcas”, disse hoje à agência Lusa o presidente da OesteCim, Hermínio Rodrigues.
Estes municípios do distrito de Lisboa, que não estavam incluídos na lista dos 68 em que o Governo declarou situação de calamidade até ao dia 15, foram nos últimos dias fustigados pelos impactos das tempestades Kristin, Leonardo e Marta.
Em Alenquer, no distrito de Lisboa, 75 pessoas estão deslocadas das suas casas por risco de deslizamento de terras sobre as habitações e há pelo menos uma aldeia (Ribafria) praticamente isolada, já que “das cinco estradas de acesso, só uma está disponível”, segundo o presidente da câmara municipal, João Nicolau.
Em Sobral de Monte Agraço, grande parte do concelho está sem água, devido a uma avaria numa conduta.
Em Arruda dos Vinhos, duas aldeias ficaram isoladas pelos cortes de estradas, segundo o presidente da câmara municipal, Carlos Alves, que reportou à agência Lusa a existência de 18 estradas cortadas e oito condicionadas no concelho.
Face ao número de estradas cortadas por deslizamentos de terras, a autarquia decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais no concelho.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.