Operadoras distribuem cartões e-SIM de emergência para regiões atingidas pelo mau tempo
As operadoras de telecomunicações vão distribuir mais de cinco mil cartões e-SIM de ‘roaming’ de emergência às populações afetadas pelas tempestades desde 28 de janeiro, e esperam ter a rede móvel restabelecida, mesmo com soluções provisórias, em 15 dias.
A iniciativa foi acordada em reunião com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) e os principais operadores nacionais — Digi, Meo, Nos e Vodafone — com o objetivo de fazer um balanço dos trabalhos no terreno, avaliar as dificuldades ainda existentes e definir respostas conjuntas de mitigação, informou o Governo em comunicado.
Os cartões e-SIM de ‘roaming’ de emergência permitem que os utilizadores continuem a comunicar, utilizando temporariamente a rede de outros operadores, garantindo acesso a chamadas, mensagens e dados essenciais enquanto a rede principal não estiver totalmente operacional.
Além da distribuição dos cartões e-SIM, os operadores indicaram ao Governo que esperam ter a rede móvel restabelecida, mesmo com soluções provisórias, nos próximos 15 dias, enquanto a rede fixa deverá estar totalmente operacional até ao final do primeiro semestre de 2026.
Quanto às soluções estruturais e definitivas, a expectativa das empresas de comunicações é que os trabalhos durem pelo menos um ano e meio.
“Falamos de trabalhos que reconhecemos que estão a ser realizados em condições muito complexas”, destacou Miguel Pinto Luz, citado no comunicado, acrescentando que, tal como já teve oportunidade de referir, não vão “deixar ninguém para trás”.
“O Governo está ao lado das operadoras para ajudar a desenhar soluções e responder a todos os problemas de cada cidadão”, afirmou.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.