Reposição de passadiços em praias de Vagos nas prioridades identificadas pela APA
A reposição de passadiços que ficaram soterrados nas praias do concelho de Vagos figuram entre as ações prioritárias para o litoral, identificadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a implementar até ao início da época balnear.
De acordo com o relatório técnico da APA, em que figura uma síntese das ocorrências na faixa costeira de Portugal continental, foram identificadas três ações prioritárias nas praias da Vagueira, do Areão e do Labrego, “a implementar até ao início da época balnear de 2026”.
Entre as ações prioritárias está a empreitada de reposição dos passadiços que ficaram soterrados na Praia do Areão, a empreitada de reposição dos passadiços que ficaram soterrados entre a Praia da Vagueira e a Praia de Labrego e ainda a empreitada de reposição dos passadiços que ficaram soterrados entre norte da Praia da Vagueira e Vagueira.
No relatório da APA, a que a agência Lusa teve acesso, é explicado que os danos registados, no concelho de Vagos, em áreas construídas de fruição e uso público, ficaram a dever-se a “galgamentos costeiros”.
Na área de intervenção da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Centro, as principais ocorrências traduziram-se no “forte recuo do cordão dunar a sotamar dos esporões e defesas aderentes, com danos estruturais consideráveis no tardoz ou no coroamento das últimas, danos parciais/destruição de inúmeros passadiços de acesso à praia e danos numa série de equipamentos e apoios de praia”.
Na ARH do Centro, os concelhos de Ovar, Ílhavo, Figueira da Foz e Leiria foram os mais afetados.
Segundo o documento da APA, encontra-se previsto um investimento na faixa costeira de Portugal continental na ordem dos 111 milhões de euros, que se divide por três horizontes temporais, de acordo com a tipologia do risco associado e medidas de mitigação a adotar em conformidade.
No imediato, e até ao início da próxima época balnear (maio/junho de 2026), a APA prevê um investimento de 15 milhões de euros, e até ao final do corrente ano um investimento de 12 milhões de euros, num total de 27 milhões de euros.
Até final de dezembro de 2027, para intervenções de curto prazo, estima um investimento de 31 milhões de euros; e a médio prazo, para além de janeiro de 2028, cerca de 53 milhões de euros.