Curtas Vila do Conde regressa em julho com mais de 90 filmes
O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema regressa entre 17 e 26 de julho para a 34.ª edição, num momento em que consolida a sua posição como um dos principais eventos de cinema em Portugal e no circuito europeu de curtas-metragens.
Criado em 1993, o festival tem vindo a afirmar-se como plataforma de descoberta de novos realizadores e tendências contemporâneas, mantendo simultaneamente uma ligação ao património cinematográfico. Desde 2021, integra ainda a lista restrita de festivais cujos prémios permitem acesso direto à corrida aos Óscares nas categorias de curta-metragem, reforçando a sua relevância internacional.
A edição de 2026 arranca com parte da programação já conhecida, organizada em torno de três eixos principais: revisitação histórica, novos autores e cruzamentos com a música. A secção Cinema Revisitado propõe um olhar sobre filmes de antologia — um formato pouco exibido — enquanto New Voices destaca o realizador espanhol Guillermo Galoe, numa aposta coerente com a tradição do festival de acompanhar cineastas emergentes.
Já Stereo, uma das secções mais distintivas do Curtas, volta a explorar a relação entre cinema e música ao vivo, num formato que tem ganho centralidade nos últimos anos e que acompanha uma tendência internacional de hibridização das artes performativas e audiovisuais.
Mas o Curtas não se limita à exibição de filmes. Em paralelo, decorre o Curtas Pro, um programa dedicado à indústria que promove encontros entre profissionais, coproduções e desenvolvimento de projetos, reforçando o papel do festival enquanto espaço de networking e criação.
A organização mantém também o investimento na formação de públicos e na dimensão educativa, com workshops, debates e atividades para diferentes faixas etárias — uma estratégia consistente ao longo das últimas edições e que tem contribuído para fidelizar audiências.
Num contexto em que os festivais de cinema enfrentam maior concorrência e desafios de financiamento, o Curtas continua a afirmar-se pela curadoria e pela capacidade de se reinventar sem perder identidade. A edição deste ano deverá ainda revelar novas secções e formatos, numa tentativa de acompanhar as transformações do cinema contemporâneo.