Festival Impulso leva mais de 60 artistas a Caldas da Rainha entre março e dezembro

Durante três meses, as Caldas da Rainha recebem o festival Impulso, com concertos, residências artísticas, cinema e performances, reunindo mais de 60 artistas em diversos espaços da cidade.
 
Agência Lusa
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09 mar. 2026, 20:46

O festival Impulso volta às Caldas da Rainha, entre março e dezembro, numa edição com dois ciclos temáticos protagonizados por mais de 60 artistas em vários palcos da cidade.

A edição 2026 do festival mantém o seu já habitual formato "season", com mais de 60 artistas a subir a vários palcos das Caldas da Rainha, no âmbito da programação dividida em dois ciclos temáticos: o “Sororidade”, que acontece como residência mensal, e as “Noites Impulso”, que decorrem até ao mês de dezembro.

“É uma forma mais funcional de comunicarmos com a cidade e com o público da cidade, conseguimos estar mais vezes com as pessoas e sentimos que temos mais impacto”, disse à agência Lusa o diretor do Festival, Nuno Monteiro.

O evento mantém a matriz de tentar descentralizar a programação cultural e simultaneamente, segundo Nuno Monteiro, “manter um programa bastante emergente” no sentido de “conseguir que os artistas regressem, que os projetos amadureçam, que o público acompanhe o trabalho de artistas emergentes".

O arranque do festival acontece na quinta-feira, com a abertura do ciclo “Sororidade”, no Centro Cultural e Congressos (CCC) das Caldas da Rainha, onde decorrerão as residências mensais, a primeira das quais com Tristany Mundu, João Pimenta Gomes, Bob Weston e Gabriel Ferrandini.

Seguir-se-ão, em maio, Lisa Sereno, Pedro Melo Alves, Prado, Sunflowers e Dame Area. E, finalmente, em outubro e novembro, Beautify Junkyards, Leonor Arnaut, I´A´V e Humberto.

As residências artísticas “serão espaços de experimentação abertos ao público em formato ‘work in progress’, expondo processos, decisões, dúvidas e caminhos em desconstrução, com risco partilhado”, divulgou a organização.

Nas “Noites Impulso” os espetáculos vão acontecer em espaços inesperados, como igrejas, salas históricas e museus, onde atuarão músicos como Rossana, Mordo Mia, Falcona, Stereossauro, Use Knife e Scúru Fitchádu.

O cartaz contará, nos meses de abril e maio, com OkA, Nídia & Valentina, Helena Silva, Unsafe Space Garden, Dame Area, Sunflowers, Trasgo.

Junho marca um dos pontos altos da ‘season’, com a presença no Caldas Late Night (CLN), evento em que participará Zora Jones, MonchMonch, Landa, O Triunfo dos Acéfalos e Uma Banda de Call Center, segundo a organização, “com cada apresentação a configurar uma oportunidade de surpresa, encontro e diálogo com a cidade”.

Em setembro, mês em que acontece no CCC a 3.ª edição do Caldas Film Fest, o Impulso associa-se a este evento com espetáculos de Cave Story, Adufe & Alguidar, Terrible Mistake, Suzana, Ilusão Gótica e a estreia das Monstera com o coro Aterateia.

No outono e no inverno, o festival aposta em “novas propostas, novas residências, novas colaborações que continuam a alimentar esta rede criativa”, com novos discos de Leonor Arnaut, MÁQUINA., The Ensemble of Other Living Beings e Martin Limbo, a par da performance “RE.SET a metaphor for my queer emancipation”, de Be Dias.

De março a dezembro, o Impulso propõe assim “mais de 55 momentos de criação — entre concertos, residências, cinema e performance — [que] desenham um mapa vivo da música e de um ecossistema artístico que passa por vários espaços da cidade”, segundo o programa divulgado hoje.

O festival atraiu, na última edição, cerca de cinco mil espectadores, número que Nuno Monteiro espera ver duplicado este ano, já que “a programação tem também mais concertos e iniciativas”, rematou.