Festival Nascentes transforma aldeia das Fontes em Leiria em palco de partilha e criação coletiva

O festival Nascentes regressa à aldeia das Fontes, no concelho de Leiria, entre 1 e 5 de julho, com um programa de entrada livre que junta artistas de dez países e transforma casas, jardins e ruas em palcos de criação e partilha.
Agência Lusa
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16 mai. 2026, 08:00

O festival Nascentes volta à aldeia das Fontes, no concelho de Leiria, entre 1 e 5 de julho, com um programa artístico marcado por diversas estéticas e origens, num convite para “estar, parar e experimentar”, anunciou a organização.

Nesta edição, os convidados musicais chegam da Suécia, Dinamarca, Coreia do Sul, Alemanha, Turquia, Colômbia, Reino Unido, Japão, Espanha e Portugal para transformar a aldeia onde nasce o rio Lis “num espaço de descoberta, partilha e criação coletiva”.

Os concertos e restantes atividades disseminam-se por casas, jardins, horas e outros espaços da aldeia. 

“São as pessoas que vivem nas Fontes que abrem as suas portas e acolhem a programação, num gesto de cuidado e proximidade que transforma cada lugar em palco”, anuncia a produtora Omnichord, que organiza o festival.

Reunindo artistas e criadores de diferentes geografias e múltiplas linguagens sonoras de linhagem independente, o festival procurar criar “momentos de escuta mais íntima e experiências de forte intensidade física e emocional”, combinando “tradição, improvisação, eletrónica, jazz, psicadelismo e música ritual”.

A organização destaca a presença nas Fontes dos sueco-dinamarqueses BITOI, que exploram “um equilíbrio subtil entre força e delicadeza”, e da sul-coreana Dasom Baek, que cruza instrumentos tradicionais com abordagens contemporâneas para criar “paisagens sonoras sensíveis entre memória e experimentação”.

Entre as propostas mais dançáveis estão os Elektro Hafiz (Turquia/Alemanha), que “fundem heranças musicais turcas com psicadelismo e energia punk”, e os ritmos afro-caribenhos de INDUS, da Colômbia.

Do Reino Unido chega a Leiria a “eletrónica mutante e pulsante” dos MADMADMAD, caracterizados pela queda para a improvisação, que é uma das notas desta edição, também presente através dos portugueses Plaka e de Vipertime, banda britânica que “leva o jazz para territórios explosivos”. 

O punk dos Sunflowers, a afirmação de identidade de La Familia Gitana, a mistura entre tradição e eletrónica dos japoneses WaqWaq Kingdom, a energia dos catalães ZA!, e o funaná e coladeras do conjunto Contratempo, “banda mítica de sangue e coração Cabo Verdiano”, completam o cartaz musical.

Feito de partilhas, Nascentes volta a promover uma residência artística entre Carincur & João Pedro Fonseca e o Coro das Fontes, numa tecitura entre “vozes, território e comunidade”.

Passeios sonoros, oficinas infantojuvenis e sessões musicais e gastronómicas preenchem o alinhamento do festival, “onde é possível estar, parar, experimentar e usufruir em conjunto”.

Através da arte, e com entrada livre, Nascentes assume-se “um lugar de encontro, escuta e transformação”, procurando ao longo dos seis dias, mas também antes e depois, “criar pontes entre diferentes experiências”, que permitem “atravessar fronteiras culturais, geográficas e emocionais”, conclui a organização.