Serpa estreia festival ibérico para celebrar o cante, o fado e o flamenco
A cidade de Serpa recebe entre os dias 9 e 13 de junho a primeira edição do Festival Ibérico de Serpa (FIS). Trata-se de um novo evento cultural que pretende celebrar os laços históricos e artísticos entre Portugal e Espanha através de três expressões reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade: o cante alentejano, o fado e o flamenco.
Promovido pelo Município de Serpa, o festival decorre no centro histórico da cidade e apresenta um programa composto por 15 espetáculos e performances artísticas, distribuídos por vários espaços emblemáticos, como a Alcáçova do Castelo, o Largo de Santa Maria e a Praça da República. Todas as iniciativas têm entrada livre.
Segundo a autarquia, o FIS nasce como uma celebração dos patrimónios culturais que unem os dois países e procura afirmar-se como um instrumento de desenvolvimento social, cultural e económico, reforçando as relações transfronteiriças entre o Alentejo e a Andaluzia.
O programa da primeira edição reúne artistas portugueses e espanhóis e propõe uma viagem por diferentes sonoridades ibéricas, cruzando tradição e contemporaneidade. Além do cante, do fado e do flamenco, o festival integra influências do rock e da música pop, procurando atrair públicos diversificados e promover o diálogo entre culturas.
A abertura do certame acontece esta terça-feira, com um espetáculo de dança contemporânea no Castelo de Serpa, seguindo-se atuações musicais em diferentes palcos da cidade. Ao longo de cinco dias, o público poderá assistir a concertos especialmente concebidos para esta edição inaugural, num encontro entre artistas, tradições e novas linguagens artísticas.
Além da componente cultural, o festival pretende contribuir para a dinamização do centro histórico serpense, valorizando o património local e incentivando a atividade económica associada ao turismo e ao comércio. A organização acredita que o evento poderá consolidar-se como uma referência cultural na região e como um símbolo da ligação histórica entre os dois lados da fronteira.
Durante cinco dias, Serpa transforma-se assim num palco de encontro entre culturas, tradições e afetos, celebrando uma herança comum que continua viva através da música, da dança e da partilha entre povos vizinhos.