Câmara de Viseu dá nova vida ao edifício da antiga central elétrica
“Vai ser um edifício cheio de vida. Hoje, é um edifício vazio e fechado, queremos transformá-lo num edifício cheio de vida junto à linha de água, ao rio Pavia”, explicou o autarca aos jornalistas, no final da reunião pública do executivo camarário.
O objetivo é “usar aquele espaço, potenciá-lo, dignificá-lo pela sua história e pela sua localização”, e colocá-lo “à disposição dos cidadãos em matérias mais culturais ou de lazer”. Neste âmbito, foi aprovado um contrato de comodato entre o município e a E-Redes, que terá a duração de dez anos e será renovado automaticamente.
João Azevedo realçou que, desta forma, a autarquia recupera “um ativo que estava parado, morto”, apesar do seu valor patrimonial para Viseu e para a identidade e a memória coletiva.
O imóvel será cedido gratuitamente à autarquia, que pretende fazer várias intervenções para o aproveitar e colocar em funcionamento, de que é exemplo a reparação do telhado. No total, a área cedida é de 765 metros quadrados (80 no interior).
Segundo a autarquia, “a Central Elétrica da Ribeira, assim apelidada à época, funcionava a carvão, utilizando o vapor para a produção da eletricidade”.
“O edifício, que entrou em funcionamento nos inícios do século XX, assumiu-se como essencial ao desenvolvimento urbano do concelho e à qualidade de vida da comunidade”, frisou.
João Azevedo avançou ainda aos jornalistas que, em setembro, durante dois dias, Viseu acolherá o festival Rock Dão, promovido por uma entidade externa, mas com o apoio da Câmara, e que se realizará no Parque de Santiago.
“Vai potenciar não só o território em termos de lazer e de recreio, mas também vai premiar a marca do vinho do Dão. Vamos colocar Viseu no mapa dos festivais nacionais e internacionais”, afirmou.