Cidades já se preparam para candidatura à Capital Portuguesa da Cultura 2028 que arranca nos próximos dias

O concurso para a Capital Portuguesa da Cultura 2028 será lançado nos próximos dias, com candidaturas até setembro. A decisão final será conhecida até 9 de dezembro, anunciou o Governo.
Agência Lusa
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28 abr. 2026, 09:15

A abertura do concurso para Capital Portuguesa da Cultura 2028 vai acontecer nos “próximos dias” e o vencedor vai ser anunciado até 09 de dezembro, sendo o júri presidido por Guilherme D’Oliveira Martins, revelou hoje o Governo.

“Nos próximos dias será publicado o aviso de abertura das candidaturas. Depois, o limite para entrega de candidaturas será o dia 25 de setembro. O relatório final e a decisão serão conhecidos até dia 09 de dezembro”, avançou à agência Lusa a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em Ponta Delgada, a propósito da terceira edição do Fórum Cultura.

Margarida Balseiro Lopes adiantou que o júri do concurso será presidido por Guilherme d’Oliveira Martins e vai integrar a subcomissária do Plano Nacional das Artes, Sara Brighenti, o empresário Álvaro Covões (indicado pela área do turismo) e Carla Barros, que faz parte da equipa da Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitetura (indicada pela administração local).

“O projeto das capitais - e é por isso que decidimos estender para lá do que estava previsto -, além da programação daquele ano, ajuda a fortalecer as redes locais, que no caso dos Açores serão certamente regionais”, afirmou.

A ministra adiantou que o júri vai avaliar as candidaturas com base na “ambição, dimensão e conceito do projeto”, do “contributo para a estratégia cultura de longo prazo”, da “qualidade, coerência e inovação do programa”, da “capacidade de execução e sustentabilidade financeira” e do “potencial legado cultural, social e económico”.

"O nosso objetivo é, até ao final do ano, ter selecionada a Capital Portuguesa da Cultura. Primeiro, a de 2028. Depois, numa segunda fase, a de 2029", reforçou.

Margarida Balseiro Lopes salientou que a realização do Fórum Cultura em Ponta Delgada, nos Açores, depois de Lisboa e Porto, serve o princípio da “coesão territorial e descentralização”.

“O Estado deve dar o exemplo. As capitais portuguesas da cultura têm cumprido este objetivo” de descentralização, defendeu.

A ministra lembrou que o tema da terceira edição do Fórum Cultura incide sobre os direitos culturais, apontando a “acessibilidade” como uma das “prioridades da legislatura”, seja na “lógica de quem cria, como na de quem usufrui”.

“Vamos ter as principais entidades nacionais da cultura em Ponta Delgada durante dois dias. Isto também é atribuir uma centralidade à Região Autónoma dos Açores”.

Sobre o formato do Fórum, Balseiro Lopes lembrou que o ministério criou um evento que “não existia” e garantiu que o governo tem “procurado enriquecer o modelo em função das aprendizagens” da cada edição.

“Há sempre quem goste mais ou goste menos. É também a liberdade que as pessoas têm em criticar. A cultura deve ser também um espaço liberdade”, realçou.

A 29 de janeiro, a ministra da Cultura anunciou que o Governo vai dar continuidade ao projeto das capitais portuguesas da cultura e abrir candidaturas para 2028 e 2029.

A terceira edição do Fórum Cultura acontece Ponta Delgada, começou na segunda-feira e termina hoje, propõe refletir sobre direitos culturais, educação e cultura, com vários agentes culturais dos Açores, em coprodução entre o Governo e Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura 2026.