É em Tondela que os visitantes da EN2 encontram a “pérola do Centro” e ficam com "o bichinho" de voltar
A estrada mais longa de Portugal continua a servir de palco para histórias locais e esta sexta-feira foi a vez de Tondela entrar em destaque. O Conta Lá voltou à estrada para mais uma emissão especial em direto a partir da Estrada Nacional 2, desta vez ao quilómetro 199, naquele que já é o décimo dia de viagem de norte a sul do país.
Como já é hábito, o especial trouxe conversa à mesa com quem conhece bem o território. E entre os elementos do primeiro painél, a mensagem foi clara: Tondela tem muito mais do que uma simples paragem na rota.
A presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, não tem dúvidas do impacto da N2. Quem passa, diz, não passa indiferente e "são muitos acabam por voltar".
Um dos fortes pontos de atração são as termas, que estão prestes a entrar numa nova fase, com uma empreitada. A aposta passa por requalificar o balneário termal e ir além da vertente clínica, criando uma oferta mais completa, que junte saúde, lazer e turismo num só produto.
"Caramulo é a pérola do Centro"
Também o Caramulo entrou na conversa como uma das grandes âncoras da região. Foi descrito pelos intervinientes como uma “pérola” que importa valorizar e proteger, um verdadeiro cartão de visita natural que continua a atrair visitantes.
Do lado da saúde, António Sá de Andrade, diretor clinico das Termas de Sangemil, reforçou o valor terapêutico das águas das Termas de Sangemil, em funcionamento desde 1994. Apesar de tradicionalmente associadas a um público mais envelhecido, há sinais de mudança: cada vez mais jovens começam a descobrir os benefícios das termas, ainda que o desafio de os conquistar se mantenha. A requalificação prevista será, aliás, a intervenção mais profunda feita até agora.
Mas nem só de turismo e termalismo se fez a conversa. A apicultura também teve voz. José Ferreira, com mais de 50 anos de experiência, levou à emissão a sua história que começou quase por acaso: um enxame trocado por um bacalhau. Hoje, são cerca de 500 colmeias e anos de dedicação a um setor que, garante, é essencial à sobrevivência de todos.
Entre números impressionantes, como as 14 toneladas de mel produzidas num único ano, ficou também o alerta: "a apicultura está em risco". Menos apoios, menos pessoas interessadas e um futuro incerto.